Pré-candidatura de Naiane Bittencourt reforça projeto político de Pollon

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O deputado federal Marcos Pollon (PL) deu mais um passo para acirrar o embate interno que promete tensionar o cenário político de Mato Grosso do Sul.

Mesmo sob pressão para recuar da intenção de disputar o governo do Estado nas eleições de 2026, Pollon reafirmou publicamente sua disposição em seguir no projeto, contrariando o acordo costurado entre Azambuja e o ex-presidente Jair Bolsonaro, que prevê o apoio do PL à reeleição do governador Eduardo Riedel (PP).

A mais recente movimentação do parlamentar foi o anúncio, em suas redes sociais, de que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, presidente nacional do PL Mulher, indicou sua esposa, Naiane Bittencourt, atual presidente estadual do PL Mulher, como pré-candidata a deputada federal pelo partido. O gesto é interpretado como um recado político direto: enquanto Pollon se projeta para o governo, prepara o terreno para manter influência na bancada federal.

Com isso, fica praticamente selada a desistência de Pollon em disputar a reeleição para deputado federal — cargo conquistado em 2022 com 103.111 votos, o mais votado do Estado naquele pleito.

Nos bastidores, o movimento foi visto como uma afronta à liderança de Reinaldo Azambuja dentro do PL sul-mato-grossense. O ex-governador, que assumiu o comando estadual da sigla com o aval de Bolsonaro, tem repetido que o projeto do partido é “reeleger o governador Eduardo Riedel”.

“A prioridade do PL em Mato Grosso do Sul é a reeleição de Riedel. Se o deputado Marcos Pollon quiser manter sua pretensão, precisará buscar outro partido”, afirmou Azambuja em resposta à movimentação do colega de legenda.

A crise expõe o racha interno no PL e coloca em xeque o equilíbrio de forças entre os grupos bolsonaristas e reinaldistas em Mato Grosso do Sul — um embate que pode redesenhar as alianças políticas para 2026.

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