Em Maracaju, a conta não fecha — e nem o RH dá conta de tanto entra e sai. O prefeito Marcos Calderan (PL) terá que exonerar mais 37 servidores comissionados e abrir espaço para concursados. Com os 64 que já foram mandados embora antes, o total chega a 101. É quase uma reforma administrativa forçada, com roteiro assinado pelo Ministério Público. Segundo a promotoria, há 103 servidores efetivos e 49 temporários no cargo de ajudante de manutenção. Parece que o concurso, finalmente, vai valer mais que amizade política.
Enquanto isso, na arena da direita sul-mato-grossense, o ex-deputado estadual Capitão Contar (PRTB) resolveu testar os limites da coerência. Após enfrentar o grupo de Tereza Cristina (PP), Eduardo Riedel (PP) e Reinaldo Azambuja (PL) nas últimas eleições, agora fala em união com os antigos adversários. O argumento é que “a direita isolada é um risco” e que “um Congresso forte pode salvar o país de um caos ainda maior”. Ou seja, o inimigo de ontem pode virar o aliado de amanhã — tudo pela estabilidade do caos.
Em Corumbá, o ex-prefeito Marcelo Iunes foi condenado por nepotismo. O juiz Alan Robson de Souza Gonçalves entendeu que a prefeitura virou uma espécie de “negócio de família”. O irmão do ex-prefeito, Eduardo, recebia mais de R$ 17 mil brutos, e o concunhado, Eduardo Alencar — companheiro da irmã da esposa do prefeito — também foi nomeado, com salário de R$ 6.360,00. Se amor é laço, em Corumbá o laço era forte até na folha de pagamento.
Já o PT sul-mato-grossense mostrou que nem a juventude escapa da velha bagunça partidária. No Congresso Municipal da Juventude, o evento que deveria eleger a nova direção terminou com gritos, expulsão e até ameaça de chamar a polícia. O deputado Pedro Kemp tentou minimizar o vexame, dizendo que foi apenas um “probleminha interno”. Segundo ele, “sempre teve disputa no PT”. De fato, a tradição está viva — o caos é a verdadeira estrela do partido.
Em Campo Grande, o governo municipal tem novo comandante na articulação política. O advogado Ulysses Rocha, até então secretário adjunto, assume interinamente a Secretaria de Governo e Relações Institucionais no lugar de Youssif Domingos. Ulysses promete manter a equipe e “reforçar o diálogo com vereadores e instituições”. Traduzindo: manter o barco equilibrado enquanto a prefeita Adriane Lopes tenta navegar em mares cada vez mais agitados.
E, para fechar com um toque de surrealismo, Marcinho VP — líder do Comando Vermelho e hóspede ilustre da Penitenciária Federal de Campo Grande — entrou com recurso no STF pedindo autorização para dar entrevista ao jornalista Roberto Cabrini. A Justiça Federal daqui negou, alegando que a conversa teria “caráter sensacionalista”. Parece que até o crime organizado quer espaço na mídia sul-mato-grossense.