Politica e Bastidores: disputa pelo senado esquenta: Azambuja garante vaga e Contar insiste no jogo

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PP assume protagonismo em MS e disputa pelo Senado esquenta os bastidores

O Partido Progressista (PP), sob a liderança da senadora Tereza Cristina, caminha para se tornar a maior força política de Mato Grosso do Sul. Com a adesão do governador Eduardo Riedel (PSDB) e de mais seis prefeitos, o partido alcançará 24 prefeituras, ultrapassando o PL, de Reinaldo Azambuja, que ficará com 23.

Entre os reforços, destaque para Cassiano Maia (PSDB), prefeito de Três Lagoas, terceiro maior colégio eleitoral do Estado, com mais de 84 mil votantes. A movimentação deve consolidar o PP como a legenda com mais prefeituras e a maior base de eleitores em MS.

FGTS para armas: polêmica em Brasília

O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) apresentou o PL 3824/2025, que autoriza o uso do FGTS para compra de armas de fogo, munições e acessórios. A proposta prevê saque anual, na data de aniversário do trabalhador, como forma de “corrigir distorção” que, segundo Pollon, impede famílias de baixa renda de exercerem o direito à legítima defesa.

PSD na base de Riedel

O PSD anunciou apoio à reeleição de Riedel em 2026. O vice-governador Barbosinha foi escalado para conduzir as negociações. A estratégia é abrir espaço para novas filiações, ajudando a equilibrar o peso entre PP e PL na futura coalizão.

Disputa pelo Senado: nomes, apoios e recusas

O foco da disputa em 2026 se desloca do Governo para o Senado Federal. Reinaldo Azambuja (PL) já é pré-candidato a uma das vagas, e a outra está em aberto entre Gerson Claro (PP) e Nelsinho Trad (PSD).

Nos bastidores, o ex-deputado Capitão Contar (PRTB) ainda tenta se viabilizar, mas enfrenta resistência dos grandes partidos. Chegou a procurar Bolsonaro, que o orientou a buscar o deputado Rodolfo Nogueira (PL) — resposta interpretada como ironia, já que a esposa dele, Gianni Nogueira, é cotada para disputar a vaga.

Contar também quase se filiou ao PP, mas recuou após ser informado de que só teria espaço para disputar como deputado federal. Sem apoio do ex-presidente e fora dos grandes partidos, mantém vivo o projeto pelo PRTB, apostando no discurso da “direita raiz” e na ausência de concorrentes desse perfil.

Bolsonaro em nova fase

Quatro anos após dominar a cena política, Bolsonaro vive outro cenário: sem mandato, investigado pelo STF e com risco de inelegibilidade. Ainda assim, segue como liderança da direita, sendo peça-chave na definição das candidaturas em Mato Grosso do Sul. A disputa pelo “selo de bolsonarista oficial” segue intensa, mesmo com o ex-presidente em baixa.

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