Duas meninas de 12 anos foram vítimas de estupro na última segunda-feira, 2 de março, em Campo Grande, após faltarem às aulas para se encontrarem com um homem conhecido por meio de uma rede social. O suspeito do crime ainda não foi localizado pelas autoridades policiais.
De acordo com o registro da ocorrência, o caso veio à tona depois que a direção da escola notificou a mãe de uma das jovens sobre a ausência da aluna. Ao ser questionada, a menina admitiu que ela e uma amiga deixaram de ir ao colégio para ir a um parque, onde encontraram um rapaz com quem mantinham contato pelo Instagram.
O relato aponta que, após o encontro no parque, o homem levou as duas menores até a residência dele. No local, o suspeito teria conduzido as vítimas a um quarto e consumado o ato sexual. As adolescentes informaram ainda que o agressor ofereceu cigarros a elas e que ele já havia solicitado o envio de fotos íntimas anteriormente.
A Polícia Militar realizou buscas pela região onde o crime teria ocorrido, mas o homem não foi encontrado até o momento. Diante dos fatos, as vítimas foram encaminhadas à Depac-Cepol acompanhadas pelos responsáveis legais para os procedimentos necessários.
Na unidade policial, foi solicitado o exame de corpo de delito por um médico legista e as meninas passaram por depoimento especial, técnica utilizada para ouvir menores vítimas de violência. Ambas solicitaram medidas protetivas de urgência contra o investigado, enquanto a Polícia Civil trabalha para identificá-lo e prendê-lo.
A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), informou que já possui a identificação do principal suspeito. Trata-se de um jovem que utilizava um perfil em rede social para atrair as vítimas. Imagens de câmeras de segurança próximas ao parque e ao local indicado como residência do agressor estão sendo analisadas para confirmar o trajeto feito com as menores.
As roupas das vítimas foram recolhidas para perícia biológica e o material genético será confrontado assim que o suspeito for detido. O depoimento especial das meninas, colhido sob protocolo rigoroso, já foi anexado ao inquérito e serve como prova antecipada. A polícia também solicitou a quebra de sigilo de dados da conta do Instagram utilizada pelo homem para verificar se há outras vítimas ou abordagens semelhantes a outras crianças da região.
As medidas protetivas de urgência já foram deferidas pela Justiça, proibindo qualquer tentativa de contato do investigado com as vítimas ou seus familiares, mesmo por meios digitais. As famílias estão recebendo acompanhamento da rede de assistência psicossocial do município.
Até o momento, o indivíduo permanece foragido, mas as equipes de investigação realizam diligências em endereços ligados a ele.