O policial militar de 36 anos, detido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na última terça-feira (20) enquanto transportava canetas emagrecedoras, possui um histórico recente de condenação por abuso de autoridade. O agente foi sentenciado por violência arbitrária cometida contra um jovem de 19 anos em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.
O episódio de violência ocorreu em 4 de maio de 2024. Na ocasião, o militar e um colega de farda abordaram clientes em um bar da cidade. Relatos do inquérito policial militar apontam que a dupla agiu de forma agressiva desde o início da ação, chegando a disparar tiros de arma de fogo em direção aos frequentadores do estabelecimento e derrubar mesas com chutes.
Ao presenciar a cena, o estudante de 19 anos questionou a conduta dos policiais, afirmando que a abordagem estava incorreta. Em resposta, os militares agrediram o rapaz com tapas no rosto e chutes. Quando a vítima mencionou que buscaria auxílio jurídico, foi hostilizada com palavrões e empurrada contra um poste de energia, o que resultou em ferimentos e na camiseta rasgada.
O jovem, que não havia ingerido álcool e não ofereceu resistência, conseguiu recuperar no local uma cápsula deflagrada de calibre 9 mm após a saída dos policiais. O documento judicial confirma que não houve desacato por parte da vítima, caracterizando a ação dos agentes como injustificada e violenta. O militar agora acumula essa condenação anterior com a nova investigação por descaminho de produtos terapêuticos.