Operação “Malebolge” desarticula esquema de corrupção e fraude em licitações no MS

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Nesta terça-feira (18/02), o Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) e do Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECOC), deflagrou a Operação “Malebolge”. A ação teve como objetivo cumprir 11 mandados de prisão preventiva e 39 mandados de busca e apreensão nos municípios de Água Clara, Campo Grande, Rochedo e Terenos.

A investigação, conduzida pelo GAECO, revelou a existência de uma organização criminosa dedicada à prática de crimes contra a Administração Pública, com atuação nas cidades de Água Clara e Rochedo. Apesar de possuírem núcleos distintos, os grupos compartilhavam o mesmo modus operandi, coordenados por um empresário que atuava como articulador do esquema em ambos os municípios. O empresário, com o auxílio de outros colegas de ramo, corrompia servidores públicos para fraudar licitações e direcionar contratos a empresas envolvidas no esquema.

De acordo com as investigações, a organização criminosa manipulava editais de licitações públicas para beneficiar empresas participantes do esquema, simulando competições legítimas. Os contratos fraudados ultrapassaram a marca de R$ 10 milhões. Além disso, o esquema incluía o pagamento de propinas a agentes públicos, que falsamente atestavam o recebimento de produtos e serviços, além de agilizar pagamentos de notas fiscais decorrentes de contratos com o poder público.

As provas que embasaram a operação foram obtidas, em grande parte, por meio da análise de celulares apreendidos na Operação Turn Off, realizada anteriormente. O conteúdo dos aparelhos, compartilhado pelo GECOC com autorização judicial, confirmou o modus operandi da organização criminosa.

A operação contou com o apoio operacional do Batalhão de Choque e do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais). O nome “Malebolge”, escolhido para batizar a ação, faz referência à obra Divina Comédia, de Dante Alighieri. Na obra, “Malebolge” é a região do inferno reservada para fraudadores e corruptos, que são punidos de acordo com a gravidade de seus pecados. A escolha do nome simboliza a intenção de punir os envolvidos nos crimes de corrupção e fraude desvendados pela operação.

A operação representa mais um passo no combate à corrupção e à fraude em licitações públicas no estado, reforçando a atuação integrada entre os órgãos de controle e segurança.

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