Ocorrência de violência doméstica termina com quatro presos em Campo Grande

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Uma ocorrência de violência doméstica terminou com quatro pessoas presas na noite deste sábado (14), em uma residência localizada na Rua Sobral, no bairro Jardim Aeroporto, em Campo Grande.

De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada após J.V.G. relatar que vinha sofrendo violência psicológica por parte do companheiro, identificado como J.P.C.

Segundo o relato da mulher, o companheiro costumava filmá-la quando ela estava embriagada e a ameaçava enviar os vídeos para sua mãe.

Ela também afirmou aos policiais que se sentia pressionada pelo parceiro, que tentava controlar seus hábitos e a proibia de consumir bebidas alcoólicas.

Durante o atendimento policial, a mulher chegou a declarar que poderia matar o companheiro e manifestou interesse em solicitar uma medida protetiva.

Enquanto os policiais registravam a ocorrência, uma mulher identificada como D.G.M. se aproximou da residência e passou a incentivar a vítima a cometer o crime, afirmando: “isso, você tem que matar ele mesmo”.

Diante da situação, os policiais determinaram que ela e um amigo que a acompanhava deixassem o local, porém a ordem não foi obedecida.

Durante a intervenção, D.G.M. também se recusou a fornecer seus dados de identificação. Já o amigo passou a desacatar os policiais, gritando ofensas em voz alta.

Diante dos fatos, os policiais deram voz de prisão ao companheiro da vítima por violência psicológica.

D.G.M. foi presa por incitação ao crime, desobediência e recusa de identificação. O homem que a acompanhava foi detido por desobediência e desacato.

Durante a condução da ocorrência, a mãe da vítima também passou a ofender os policiais e acabou presa por desacato.

Todos foram encaminhados para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).

Vítima desistiu da denúncia

Já na delegacia, a mulher afirmou que se arrependeu de ter acionado a polícia. Segundo ela, a intenção era apenas “dar um susto” no companheiro e não havia interesse em solicitar medidas protetivas.

Ela deixou a delegacia por vontade própria antes da conclusão do registro da ocorrência.

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