Uma mulher de 25 anos foi mantida em cárcere privado e agredida pelo marido durante a noite de segunda-feira (27) e madrugada de terça-feira (28) no bairro Jardim Los Angeles, em Campo Grande. O caso foi descoberto após a mãe da vítima acionar a Polícia Militar ao desconfiar que a filha estava sendo impedida de sair de casa.
Segundo o boletim de ocorrência, a mãe relatou que o genro teria agredido a filha e a mantinha trancada dentro da residência do casal, localizada na Rua São Pio de Pietrelcina, em uma vila de quitinetes. Uma viatura da Polícia Militar foi enviada ao local após a denúncia de violência doméstica e cárcere privado.
No momento da abordagem, os policiais viram o homem varrendo o quarto pela janela, enquanto a mulher estava sentada na cama. Ao receber voz de abordagem, o suspeito obedeceu. A vítima informou que não podia sair de casa porque o marido havia trancado a porta com um cadeado, que depois foi entregue a ela pelo companheiro.
A mulher contou que vive com o homem há cerca de três anos e que têm um bebê de sete meses. Na noite anterior, após sair do trabalho e passar na casa da mãe para buscar o filho, ela recebeu mensagens da patroa relatando que o marido demonstrava ciúmes e parecia alterado. Ao chegar em casa, a vítima foi recebida com agressividade, acusada de traição e agredida com socos no olho esquerdo, na boca, no braço e no pé, causando lesões visíveis. Ela só conseguiu deixar o local com a chegada da polícia, mais de 12 horas depois.
Durante o interrogatório, o suspeito alegou que recebeu uma ligação da irmã informando que a esposa o traía, e afirmou que a discussão começou quando questionou a mulher. Negou impedir a saída dela, alegando que a porta “sempre fica trancada” e disse que a esposa teria tentado agredi-lo, embora ele não apresentasse lesões aparentes.
O homem recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM). Ele foi algemado por se mostrar nervoso no momento da detenção. A vítima foi orientada pelos policiais e passará por exame de corpo de delito. O caso foi registrado como lesão corporal e cárcere privado, no contexto de violência doméstica.