MS 48 anos: o jovem Estado que se tornou potência no agronegócio, cultura e turismo

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    Neste 11 de outubro de 2025, Mato Grosso do Sul celebra 48 anos de criação, marcando quase meio século de história desde sua emancipação política e administrativa, ocorrida em 1977, quando foi desmembrado de Mato Grosso. O novo Estado, oficializado pela Lei Complementar nº 31, nasceu com o objetivo de promover o desenvolvimento equilibrado da região e aproximar o governo das realidades locais — uma reivindicação antiga da população sul-mato-grossense.

    Da divisão ao desenvolvimento
    A criação de Mato Grosso do Sul foi resultado de um longo processo de articulação política e social. A distância entre Cuiabá (antiga capital de Mato Grosso) e as cidades do sul do antigo território dificultava a administração e o acesso a serviços públicos. Campo Grande, pela localização estratégica e pela força econômica, foi escolhida para ser a capital do novo Estado.

    Desde então, Mato Grosso do Sul se consolidou como uma das regiões mais promissoras do país, com economia diversificada e em constante crescimento.

    Economia forte e estratégica
    Com base produtiva no agronegócio, o Estado se destaca nacionalmente pela produção de soja, milho, cana-de-açúcar, carne bovina e celulose. O setor agroindustrial é impulsionado por gigantes do papel e celulose, frigoríficos e usinas de etanol, além de ser sustentado por uma agricultura moderna e tecnologicamente avançada.

    Nos últimos anos, o Estado tem apostado também na bioeconomia, nas energias renováveis e no turismo sustentável, aproveitando a riqueza natural do Pantanal e da Serra da Bodoquena. Mato Grosso do Sul se orgulha de ser um dos Estados mais sustentáveis do país, conciliando produção e preservação ambiental.

    Tradição e cultura que resistem e se reinventam
    A cultura sul-mato-grossense é marcada pela diversidade e pela mistura de influências indígenas, pantaneiras, paraguaias e bolivianas. Essa pluralidade se reflete na culinária, na música, nas festas e na hospitalidade do povo.

    O tereré, símbolo do convívio e da amizade, é patrimônio imaterial e marca registrada da identidade regional. A música sertaneja de raiz, o chamamé, as festas de peão e as danças típicas como o siriri e o cururu mantêm vivas as tradições que moldaram o espírito do Estado.

    A Festa de São João, em Corumbá, e o Festival América do Sul, em Campo Grande, são exemplos da força cultural que conecta o Mato Grosso do Sul ao restante do continente.

    Belezas naturais e identidade pantaneira
    O Pantanal, maior planície alagável do mundo, é o coração pulsante do Estado e uma das maiores reservas de biodiversidade do planeta. O turismo ecológico se soma à beleza das águas cristalinas de Bonito e à espiritualidade dos povos originários que preservam saberes e tradições milenares.

    Mato Grosso do Sul também é sinônimo de simplicidade e acolhimento, características que definem o povo sul-mato-grossense e o transformam em um exemplo de resiliência e união.

    Um Estado jovem com alma gigante
    Com apenas 48 anos, Mato Grosso do Sul já ocupa papel de destaque no cenário nacional. Seu crescimento econômico equilibrado, suas políticas de sustentabilidade e o compromisso com a qualidade de vida de sua população são reflexos de uma história construída com trabalho, fé e esperança.

    Hoje, ao comemorar quase cinco décadas de existência, o Estado reafirma seu orgulho e sua vocação para o futuro: ser um território de oportunidades, diversidade e prosperidade, onde tradição e modernidade caminham lado a lado.

    10 curiosidades sobre Mato Grosso do Sul

    1. O Estado foi oficialmente criado em 11 de outubro de 1977, após a divisão de Mato Grosso, mas a instalação efetiva aconteceu apenas em 1º de janeiro de 1979.
    2. A capital, Campo Grande, é conhecida como a Cidade Morena por causa da cor avermelhada de sua terra.
    3. O Pantanal sul-mato-grossense é a maior planície alagável do planeta e Patrimônio Natural da Humanidade.
    4. O nome “Bonito” não é exagero: o município é um dos principais destinos de ecoturismo do mundo, com rios cristalinos, cavernas e cachoeiras.
    5. A culinária tem forte influência paraguaia e indígena — o chipa, o sopa paraguaia e o tereré são símbolos regionais.
    6. Corumbá, às margens do Rio Paraguai, é uma das cidades mais antigas do Centro-Oeste e foi um importante entreposto comercial no século XIX.
    7. O boi pantaneiro, raça adaptada às cheias e secas do Pantanal, é um patrimônio genético e símbolo da pecuária local.
    8. O tereré, bebida gelada feita com erva-mate, é considerado Patrimônio Imaterial do Estado.
    9. A música sertaneja de raiz tem fortes laços com o Estado — artistas como Almir Sater e Geraldo Roca ajudaram a projetar o som da viola pantaneira.
    10. Mato Grosso do Sul faz fronteira com o Paraguai e a Bolívia, o que dá à sua cultura uma mistura única de sotaques, sabores e costumes.

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