O Ministério Público de Mato Grosso do Sul ingressou com recurso para que o prefeito de Ladário, Munir Ramunieh (PSDB), tenha seus direitos políticos suspensos e fique inelegível, além de impedido de exercer funções públicas.
A medida foi apresentada após sentença condenar Munir e outros vereadores pelo escândalo conhecido como “farra das diárias”, ocorrido entre 2011 e 2013, quando ele exercia mandato no Legislativo. Na época, os parlamentares receberam diárias mesmo durante o recesso da Câmara Municipal.
Munir foi condenado a devolver R$ 34 mil. No entanto, não teve os direitos políticos suspensos porque, segundo a juíza Luíza Vieira Sá de Figueiredo, ele não ocupava cargo eletivo quando a decisão foi proferida.
Agora, o promotor Luciano Conte pede que essa penalidade seja aplicada, citando que a sanção é necessária para evitar reincidência e restaurar a credibilidade da população.
Enquanto prefeito, Munir já soma mais de R$ 46 mil em diárias recebidas somente em 2025, em 14 viagens oficiais que totalizaram 14 mil quilômetros rodados, conforme revelou reportagem do jornal Midiamax.
A defesa de Munir, feita pelo advogado André Borges, afirma que há recurso da própria defesa em andamento e sustenta que a jurisprudência do TJMS reconhece a legalidade das diárias pagas a vereadores quando justificadas e regulamentadas.
O caso segue em análise no Tribunal de Justiça, que decidirá se acolhe ou não o recurso do MPMS para suspender os direitos políticos do prefeito.
O site Estado Diário se coloca à disposição para publicar a versão ou resposta do prefeito Munir Ramunieh sobre o caso.