Até o meio-dia desta quinta-feira (5), a polícia ainda não havia recapturado o motorista de 48 anos preso em flagrante com meia tonelada de cocaína e maconha, em Corumbá. O caso ganhou repercussão porque, apesar da grande apreensão, o homem foi solto menos de 24 horas depois da prisão, por decisão judicial.
A droga estava escondida na carroceria de um caminhão carregado com minério de ferro, que seguia da fronteira de Mato Grosso do Sul para Pindamonhangaba (SP). A abordagem foi feita por policiais rodoviários federais no dia 15 de junho, quase à meia-noite.
Mesmo com o flagrante homologado, o juiz plantonista Miglioranzi Santos mandou soltar o motorista no dia seguinte, justificando que ele não tinha antecedentes criminais ou ligação comprovada com o tráfico. O homem deixou a delegacia já no domingo e, segundo apuração, pode ter retornado para São Paulo.
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) recorreu imediatamente, argumentando que a decisão ignorava os requisitos da prisão preventiva, prevista para casos em que há risco à ordem pública, ameaça à instrução criminal ou à aplicação da lei.
Na segunda-feira (2), o Tribunal de Justiça de MS atendeu ao recurso do MP e determinou a prisão preventiva. O juiz substituto Alexandre Corrêa Leite destacou a “periculosidade concreta do investigado”, considerando a quantidade e a natureza das drogas, além de possíveis vínculos com organização criminosa.
Apesar da nova decisão judicial, o motorista segue foragido e não foi recapturado até o momento.