O conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), Ronaldo Chadid, teve seu afastamento prorrogado por mais um ano, a partir desta quarta-feira (13). A decisão foi tomada pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Francisco Falcão, que atendeu a um pedido do Ministério Público Federal (MPF). O MPF argumentou que a medida é necessária para preservar a credibilidade e a imagem do Tribunal de Contas.
Chadid está afastado do cargo desde 2022, após uma operação da Polícia Federal que investigou a contratação indevida de uma empresa por meio de licitações fraudulentas. Segundo a denúncia, os investigados utilizavam diversos artifícios, como rapidez incomum na tramitação, exigência de qualificação técnica desnecessária e apresentação de atestados falsos, para manipular o processo.
Investigações revelam movimentação de grande quantidade de dinheiro
A Operação Mineração de Ouro, que resultou no afastamento de Chadid, apreendeu R$ 889.660,00 em dinheiro na residência do conselheiro e R$ 729.600,00 no apartamento de sua assessora, que afirmou que a maior parte do dinheiro pertencia a ele.
A investigação também apontou que, para dissimular a origem do dinheiro, foram criados mecanismos de blindagem patrimonial. Além disso, a polícia identificou que, em um período de dois meses, Chadid realizou pagamentos em espécie que somaram mais de R$ 360 mil, incluindo a compra de um imóvel e um automóvel. O conselheiro também mantinha encontros semanais com servidores envolvidos diretamente na contratação e fiscalização da empresa investigada, a DATAEASY.
Mensagens em seu celular também revelaram que Chadid intervinha junto a secretários de Estado para resolver questões de interesse de um advogado, demonstrando uma rede de influência.