A morte de Leise Aparecida Cruz, encontrada sem vida dentro da própria residência na última sexta-feira (6), em Anastácio — município a cerca de 140 quilômetros de Campo Grande — passou a ser investigada como feminicídio. O marido da vítima confessou o crime neste sábado (7).
Inicialmente, o caso havia sido registrado como morte suspeita. No entanto, após o depoimento do companheiro, a investigação foi reclassificada pela Polícia Civil.
As circunstâncias detalhadas do crime ainda não foram divulgadas oficialmente. Informações preliminares indicam que a vítima pode ter sido asfixiada.
A Polícia Civil segue apurando o caso e aguarda os resultados das perícias realizadas no local e no corpo da vítima para esclarecer a dinâmica e as circunstâncias do homicídio.
Feminicídios registrados em Mato Grosso do Sul em 2026
- Josefa dos Santos – Bela Vista (16 de janeiro)
- Rosana Candia Ohara – Corumbá (24 de janeiro)
- Nilza de Almeida Lima – Coxim (22 de fevereiro)
- Beatriz Benevides da Silva – Três Lagoas (25 de fevereiro)
- Liliane de Souza Bonfim Duarte – Ponta Porã (6 de março)
- Leise Aparecida Cruz – Anastácio (6 de março)
Onde buscar ajuda e denunciar violência contra a mulher em Campo Grande
Mulheres vítimas de violência em Campo Grande podem procurar atendimento especializado na Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande, localizada na Rua Brasília, s/n, no bairro Jardim Imá. O espaço funciona 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados, oferecendo atendimento integrado para vítimas.
No local, também funcionam diversos serviços da rede de proteção, como a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), a Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso do Sul, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul, além da Vara Judicial de Medidas Protetivas. A estrutura conta ainda com atendimento social e psicológico, alojamento temporário, brinquedoteca para crianças, atuação da Patrulha Maria da Penha e apoio da Guarda Municipal.
Em situações de emergência ou risco imediato, a orientação é acionar a polícia pelo 190 ou entrar em contato com a Guarda Civil Metropolitana pelo 153.
Outra opção é a Central de Atendimento à Mulher, pelo telefone 180, canal nacional que funciona 24 horas por dia, sete dias por semana. O serviço oferece acolhimento, orientação e encaminhamento para a rede de proteção às mulheres. As ligações podem ser feitas de telefone fixo ou celular e garantem anonimato. Vale lembrar que o 180 não substitui o 190 em casos de emergência.
Também é possível procurar o Programa Mulher Segura (Promuse), da Polícia Militar, pelo telefone e WhatsApp (67) 99180-0542.
No interior de Mato Grosso do Sul, existem Delegacias de Atendimento à Mulher (DAMs) nos municípios de Aquidauana, Bataguassu, Corumbá, Coxim, Dourados, Fátima do Sul, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.
Caso haja problemas no atendimento policial, denúncias também podem ser feitas na Corregedoria da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, pelo telefone (67) 3314-1896, ou ao Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial (Gacep), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, pelos números (67) 3316-2836, (67) 3316-2837 e (67) 9321-3931.