Justiça torna Neno Razuk e outros 19 réus por exploração do jogo do bicho no MS

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A Justiça de Mato Grosso do Sul aceitou a denúncia apresentada pelo Gaeco e transformou 20 pessoas em réus sob a acusação de integrarem uma organização criminosa armada dedicada à exploração do jogo do bicho. O grupo foi o foco da quarta fase da Operação Successione, que apura uma violenta disputa pelo controle da contravenção tanto em Campo Grande quanto em cidades do interior do estado.

Entre os acusados que agora respondem à ação penal está o deputado estadual Neno Razuk, além de seu pai e dois irmãos. A investigação do Ministério Público aponta que a família exercia o comando do esquema a partir de uma base operacional em Dourados. A estrutura contava com divisão de tarefas, hierarquia rígida e um controle financeiro detalhado para manter o domínio sobre o mercado de apostas ilegais.

A decisão partiu da 4ª Vara Criminal de Campo Grande, onde o magistrado validou os indícios colhidos durante a fase de inquérito. O processo narra episódios de conflitos entre grupos rivais, incluindo três roubos contra operadores de uma rede concorrente ocorridos em outubro de 2023 na capital. Além da violência, a denúncia sustenta que o grupo utilizava empresas de fachada e tentava interferir em licitações públicas, recorrendo também à corrupção de agentes do Estado.

O material que sustenta a acusação inclui interceptações telemáticas e a análise de bens adquiridos em nome de terceiros para ocultar a origem do dinheiro. Durante as fases anteriores da operação, foram apreendidos mais de R$ 270 mil em espécie, centenas de máquinas de apostas, armas e munições. Os envolvidos respondem por crimes como lavagem de dinheiro, corrupção ativa e organização criminosa. Com o início da fase judicial, as defesas terão dez dias para apresentar as primeiras manifestações oficiais após a citação.

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