Jovem é detida por suspeita de falso sequestro e falsa comunicação de crime em Campo Grande

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Uma jovem de 28 anos foi encaminhada à delegacia neste domingo (13) sob suspeita de ter simulado um sequestro em Campo Grande. Inicialmente, ela alegou ter sido vítima de violência sexual e dopada por criminosos.

O caso começou quando a Polícia Militar foi acionada para um possível sequestro relâmpago. A suposta vítima foi encontrada na Rua das Flores, no Bairro Coronel Antonino, apresentando sinais de desorientação.

Às autoridades, a jovem relatou que estava em uma fazenda na região da Ponte do Grego, em Terenos, e estava voltando para casa em Campo Grande. Ela afirmou que seu Jeep Renegade apresentou falhas mecânicas, forçando-a a parar na beira da rodovia. Nesse momento, dois homens em uma moto teriam aparecido, anunciado um assalto e a colocado no porta-malas do veículo. Segundo seu relato, os suspeitos teriam rodado com ela e, em um local não identificado, a obrigaram a tomar três comprimidos, fazendo-a perder a consciência.

A jovem disse ainda que acordou na Rua das Flores, onde foi encontrada pelo namorado. Ao despertar, percebeu que as chaves do carro, seu celular e a arma do namorado (que estava no porta-luvas) haviam desaparecido.

No entanto, durante uma rápida vistoria no veículo pelas equipes da Polícia Militar, Perícia Técnica e Polícia Civil, a arma foi encontrada caída entre os bancos dianteiro e traseiro.

Devido à suspeita de crime sexual, a mulher foi levada à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Vila Almeida, onde recebeu um coquetel de medicamentos para prevenir doenças sexualmente transmissíveis. Posteriormente, ela foi encaminhada à DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), onde foi submetida a um exame sexológico. Não foram encontrados sinais de violência sexual.

Diante das inconsistências em seu relato e das evidências, o caso foi registrado na DEPAC (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol como porte de arma, comunicação falsa de crime ou de contravenção e disparo de arma de fogo. A investigação continua para esclarecer os fatos.

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