A janela partidária para as Eleições 2026 tem início nesta quinta-feira (5) e segue até o dia 3 de abril, permitindo que deputados federais e estaduais troquem de legenda sem o risco de perda de mandato por infidelidade partidária. Em Mato Grosso do Sul, a movimentação nos bastidores da Assembleia Legislativa é intensa, embora a maioria dos parlamentares planeje oficializar as mudanças apenas na reta final do prazo, priorizando cálculos eleitorais estratégicos.
O foco dos pré-candidatos está no quociente eleitoral, essencial para garantir a reeleição em disputas proporcionais. Vale destacar que a regra da janela não se aplica a cargos majoritários, como presidente, governadores e senadores, uma vez que o mandato pertence ao candidato e não ao partido. No estado, o deputado Paulo Duarte deve deixar o PSB para se filiar a uma sigla da base de apoio do governador Eduardo Riedel. Duarte admitiu que o cenário ainda é de incerteza e que as articulações dependem da viabilidade numérica dentro de cada chapa.
Entre as definições já anunciadas, Rinaldo Modesto confirmou a saída do Podemos para o União Brasil. No campo das articulações em aberto, Jamilson Name, que anteriormente sinalizava ida ao PL, agora é cotado para ingressar no PP, legenda que também deve receber Zé Teixeira. A expectativa é que o Partido Progressistas concentre nomes como Gerson Claro, Londres Machado, além dos novos ingressos, formando uma bancada robusta para o pleito de outubro.
Já o PL deve receber nomes de peso vindos do PSDB, como Mara Caseiro e Paulo Corrêa, além de Lucas de Lima (atualmente sem partido) e Marcio Fernandes (MDB). Eles se juntariam aos atuais membros da sigla, Coronel David e Neno Razuk. Por outro lado, João Henrique Catan ainda avalia se permanece no partido ou se migra para o Novo. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro, com eventual segundo turno no dia 25 do mesmo mês.