Irmãos Zahran são apontados como líderes de esquema milionário de fraudes financeiras

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A investigação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo revelou que os irmãos Camillo e Gabriel Zahran são os principais nomes por trás de uma organização criminosa que movimentou milhões de reais em fraudes financeiras. A segunda fase da Operação Castelo de Cartas, deflagrada nesta quarta-feira em Campo Grande pela Deic de São José do Rio Preto, confirmou que a dupla utilizava o sobrenome de uma tradicional família sul-mato-grossense para conferir falsa credibilidade aos seus negócios ilícitos.

De acordo com o delegado Fernando Tedd, os irmãos criaram empresas de fachada e simulavam que essas entidades eram terceirizadas ou vinculadas ao grande grupo empresarial de gás e energia pertencente à sua família. No entanto, as autoridades esclareceram que Camillo e Gabriel não possuem qualquer participação na administração das empresas oficiais do grupo. O esquema consistia em atrair empresários para a compra de cotas de investimento com promessas de lucros exorbitantes. As vítimas só percebiam o golpe ao tentarem resgatar os dividendos prometidos.

Nesta quarta-feira, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em condomínios de luxo no bairro Carandá Bosque, na Capital. No local, foram apreendidas pedras preciosas, uma caminhonete RAM, relógio de luxo e aparelhos celulares. Gabriel Zahran teve bens confiscados pela polícia, enquanto Camillo Zahran, que possuía um mandado de prisão preventiva em aberto, não foi localizado durante as diligências e passou a ser considerado foragido pela Justiça.

O balanço total da Operação Castelo de Cartas, que teve sua primeira fase iniciada na segunda-feira em São Paulo, inclui a apreensão de dez veículos de luxo, quatro armas de fogo e mais de R$ 250 mil em espécie. Além disso, foram encontrados cheques e notas promissórias que totalizam R$ 1,5 milhão. Os envolvidos devem responder por crimes de estelionato comum, fraude eletrônica e associação criminosa. A polícia segue com as investigações para identificar se há outros familiares ou comparsas envolvidos na estrutura das empresas de fachada.

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