Mato Grosso do Sul deu início à produção de fraldas geriátricas descartáveis utilizando mão de obra prisional por meio do Projeto Desdobrar – Cuidado e Dignidade. A primeira unidade de fabricação foi montada no Instituto Penal de Campo Grande (IPCG), onde dez internos trabalham após receberem capacitação técnica. As primeiras 1.760 unidades produzidas foram entregues em caráter experimental ao Sirpha Lar do Idoso e ao Hospital São Julião para testes de qualidade e absorção.
O projeto foi idealizado pelo juiz José Henrique Kaster Franco, da 4ª Vara Criminal, e conta com a parceria da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) e do Tribunal de Justiça (TJMS). Além de promover a ressocialização e qualificação profissional dos detentos, a iniciativa visa suprir uma demanda social crítica. Segundo a direção da Agepen, o sistema penitenciário do Estado já possui mais de 7 mil internos inseridos em frentes de trabalho, reforçando o papel da ocupação laboral na preparação para o retorno à sociedade.
No Sirpha Lar do Idoso, a demanda pelo insumo é alta, chegando a uma média de 240 fraldas diárias para atender 83 residentes. O presidente da instituição, Ivan Nery de Queiroz, explicou que os testes focarão no uso noturno para avaliar a eficiência contra vazamentos, o que impacta diretamente no conforto dos idosos e na logística da lavanderia. Após esta fase de avaliação, um relatório técnico será elaborado para ajustar a produção antes de uma possível expansão do projeto.
Para o Hospital São Julião, a iniciativa representa uma oportunidade de otimizar recursos, já que as fraldas geriátricas figuram entre os maiores custos da assistência hospitalar no SUS. A Prefeitura de Campo Grande também acompanha o projeto para avaliar a viabilidade de compra de insumos e a remuneração dos internos. A ação consolida um modelo de cooperação que une segurança pública, justiça e assistência social em benefício de populações vulneráveis.
Texto e fotos – Assessoria de Comunicação da Agepen/MS.