Campo Grande amanheceu sem transporte coletivo nesta segunda-feira (15), com todos os terminais de ônibus fechados e os veículos parados nas garagens. A greve é por tempo indeterminado e deixou os usuários sem o serviço logo no início da semana, apesar do alerta prévio da paralisação.
O Consórcio Guaicurus não teve ônibus circulando, diante da paralisação dos motoristas. O movimento ocorre pela segunda vez neste ano na Capital. Os motoristas estão sem o pagamento integral do salário há 10 dias e reivindicam o acerto de três pontos principais:
- Pagamento do 5º dia útil (5 de dezembro), que está atrasado e teve apenas 50% depositado;
- Pagamento da segunda parcela do 13º salário, que vence em 20 de dezembro;
- Pagamento do vale (adiantamento), que também vence em 20 de dezembro.
Apesar da paralisação, o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 24ª Região, por meio do Desembargador Federal do Trabalho Cesar Palumbo Fernandes, havia determinado no domingo (14) que o STTCU-CG (Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande) assegurasse a manutenção mínima de 70% dos trabalhadores em atividade.
A determinação, que foi descumprida pelos motoristas, fixou uma multa diária de R$ 20 mil em caso de descumprimento, além de prever outras medidas coercitivas. O Tribunal ordenou que o Sindicato “se abstenha de promover, incentivar ou tolerar paralisação superior a 30% da força de trabalho, bem como quaisquer atos que impeçam o regular funcionamento mínimo do serviço”.
Os passageiros que dependem do transporte coletivo tiveram que buscar alternativas como caronas, táxis, transporte por aplicativo ou bicicletas para conseguir chegar ao trabalho na manhã desta segunda-feira (15).