Roger Costa Gonçalves, de 31 anos, que morreu após trocar tiros com policiais da Rotac do Batalhão de Choque no Condomínio Busanelli, bairro Ramez Tebet, possuía uma trajetória marcada por crimes e envolvimento com facção criminosa. No apartamento onde ocorreu o confronto, os militares localizaram porções de maconha e cocaína, reforçando as suspeitas de que o local funcionava como ponto de tráfico.
O histórico criminal do suspeito era extenso e incluía passagens por associação criminosa e tráfico de drogas. Em anos anteriores, Roger foi identificado como responsável pela logística de captação e distribuição de aparelhos celulares para o sistema prisional. No momento do incidente, ele cumpria pena em regime aberto, na modalidade domiciliar, monitorado por tornozeleira eletrônica.
Vizinhos relataram que a convivência com o suspeito era tensa. Ele morava com a mãe até recentemente, mas a mulher decidiu se mudar para outro imóvel no mesmo condomínio por medo do comportamento do filho. De acordo com testemunhas, ela temia que a retomada das atividades ilícitas por parte de Roger pudesse atrair violência e ataques ao apartamento.
A operação do Batalhão de Choque ocorreu após levantamentos sobre a atuação do faccionado na região. O confronto aconteceu durante a tentativa de abordagem, resultando no óbito de Roger. O caso foi registrado e as substâncias entorpecentes encontradas no local foram encaminhadas para perícia na delegacia especializada.