Expectativa de pagamento mobiliza profissionais da enfermagem em Campo Grande

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Enfermeiros e técnicos de enfermagem da Santa Casa de Campo Grande iniciaram uma paralisação na manhã desta sexta-feira (6) após assembleia da categoria. O movimento é motivado pelo atraso no pagamento do complemento do piso salarial, recurso que, segundo o Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul (Siems), não é repassado aos profissionais desde o início deste ano.

O presidente do sindicato, Lázaro Santana, explica que o Governo Federal envia mensalmente os valores à Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), que teria um prazo de até 30 dias para repassar ao hospital. No entanto, esse período já foi extrapolado. Atualmente, cerca de 50% dos 1.450 profissionais da unidade aderiram à paralisação, o que deve tornar o atendimento mais lento, embora os serviços essenciais continuem sendo realizados.

De acordo com a diretoria de finanças da Santa Casa, o secretário de saúde, Marcelo Vilela, justificou o atraso por um problema técnico com senhas bancárias na Caixa Econômica Federal. A promessa era de que a situação fosse regularizada até as 10h de hoje. Além do complemento do piso, esta sexta-feira marca o quinto dia útil para o pagamento dos salários regulares, que o hospital afirma depender apenas da emissão de notas fiscais pela prefeitura para ser efetuado.

O Siems monitora a situação e já agendou uma nova assembleia para avaliar se a paralisação será intensificada. Relatos semelhantes de atrasos no complemento do piso também foram registrados em outros hospitais filantrópicos da capital, indicando que o problema pode afetar uma rede maior de profissionais da saúde na região.

Até o momento, não houve uma confirmação oficial de que o repasse foi efetivado nas contas dos profissionais. A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) e a diretoria da Santa Casa ainda não emitiram um novo comunicado atualizando o status da transação bancária após o prazo das 10h.

O Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem (Siems) informou que os trabalhadores permanecem em assembleia permanente em frente ao hospital. Caso o valor não seja visualizado nos extratos bancários nas próximas horas, a categoria deve votar pela manutenção ou ampliação da paralisação, afetando outros setores da unidade.

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