Em Ladário, o humor é administrativo. A prefeitura resolveu aditar em R$ 21,34 — isso mesmo, vinte e um reais e trinta e quatro centavos — um contrato de quase R$ 5 milhões. Segundo o parecer da Procuradoria-Geral do município, o valor extra é tecnicamente justificado, mas, convenhamos, parece mais piada de fim de expediente. O aditivo é tão simbólico que dá até vontade de perguntar se o empenho foi pago com moedas de um real.
Enquanto isso, na política estadual, Reinaldo Azambuja (PL) assume oficialmente o comando do Partido Liberal em Mato Grosso do Sul com autonomia para decidir quem será o segundo nome ao Senado. Reinaldo já garantiu a própria vaga no grupo, mas a disputa pela segunda cadeira segue em aberto entre Gerson Claro, Nelsinho Trad e Gianni Nogueira.
No Congresso, a Câmara dos Deputados aprovou — por 317 votos a 111 — o projeto que suspende os efeitos da resolução do Conanda sobre o aborto legal para menores de idade. A bancada sul-mato-grossense ficou dividida: votaram a favor Beto Pereira, Luiz Ovando, Marcos Pollon e Rodolfo Nogueira. Camila Jara, Dagoberto Nogueira e Geraldo Resende foram contra. Vander Loubet, recém-operado, não votou.
E falando em Pollon, o deputado não esconde o desejo de crescer nas pesquisas para tentar convencer o novo comandante do PL, Reinaldo Azambuja, a apoiá-lo para o Governo do Estado. Aposta que o “projeto de Brasil” de Bolsonaro e Valdemar da Costa Neto pode mudar os ventos dentro do partido. Usa até a velha máxima: “política é igual nuvem”. Pois é, muda o tempo… mas o temporal, por enquanto, segue passando longe.