Em Corumbá mulher é morta a pauladas, laudo pericial confirma que Rosangela morreu por traumatismo craniano severo

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Uma mulher de 62 anos, identificada como Rosangela, foi assassinada na noite deste sábado, 24, no bairro Vila Guarani, em Corumbá. O crime ocorreu em uma residência na Rua Bahia, onde a vítima foi atacada com golpes de madeira. O principal suspeito é um idoso de 73 anos, que residia no mesmo imóvel e foi preso em flagrante após fugir do local.

Vizinhos relataram momentos de pânico durante a agressão. Uma testemunha afirmou ter ouvido pedidos de socorro e, ao olhar por cima do muro, presenciou o homem golpeando Rosana repetidamente, concentrando os ataques no rosto da vítima. Mesmo após ser advertido de que a polícia seria acionada, o agressor continuou com a violência e chegou a ameaçar a testemunha antes de fugir em uma bicicleta, levando uma faca.

Equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu foram deslocadas para o endereço, mas apenas constataram o óbito da mulher, que apresentava ferimentos graves na região frontal do crânio. A Polícia Militar isolou a área para o trabalho da Perícia Científica e da Polícia Civil, iniciando imediatamente as buscas pelo autor.

O suspeito foi localizado e detido durante diligências conjuntas das forças de segurança, sendo encaminhado à delegacia para os procedimentos cabíveis. O caso está sendo investigado como violência doméstica e feminicídio. As testemunhas já prestaram depoimento para auxiliar na conclusão do inquérito policial que apura a dinâmica exata do assassinato.

O suspeito, cuja identidade completa ainda é preservada pelas autoridades, passou por audiência de custódia e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. A investigação confirmou que o crime foi motivado por uma discussão banal que escalou para a violência física extrema.

A perícia técnica concluiu que a causa da morte foi traumatismo craniano severo devido à força das pancadas. O pedaço de madeira utilizado no crime foi apreendido e passará por análise de DNA. Além disso, a polícia civil está ouvindo familiares da vítima para entender se já existia um histórico de agressões anteriores que não haviam sido registradas.

O corpo de Rosangela foi liberado pelo Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL) para a familia. A Polícia Civil tem agora o prazo legal para concluir o inquérito e enviar o relatório final ao Ministério Público, que deve oferecer a denúncia por feminicídio qualificado, crime que prevê penas que podem chegar a 30 anos de reclusão.

As autoridades locais reforçaram a importância de denúncias preventivas em casos de violência doméstica para evitar que situações de conflito terminem em tragédia.

Editado as 10 horas para correção do nome da vítima

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