Dr. André Puccinelli diz ver gestão de Adriane Lopes “fraquinha” e anuncia livro com bastidores “apimentados” da política em MS

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O ex-governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, lança no próximo dia 26 de março sua autobiografia, em evento marcado para as 19h na Câmara Municipal de Campo Grande. Na obra, ele narra sua trajetória pessoal e política e faz reflexões sobre as decisões que o levaram à vida pública.

Em entrevista à jornalista Lu Barreto, Puccinelli também comentou a gestão da capital e revelou que pretende publicar novos livros sobre os bastidores da política sul-mato-grossense.

Entrevista

Como surgiu a ideia de escrever o livro?
Inicialmente pensei em publicar apenas uma biografia. Mas, depois de ler outras, achei que poderia ficar cansativo para o leitor. Então resolvi incluir analogias ao longo do tempo, explicando por que sou do jeito que sou e como isso acabou me levando para a política.

O livro conta toda a sua trajetória?
Sim. Eu começo desde o nascimento. Nasci em 2 de julho de 1948, na Itália, e vim para o Brasil ainda bebê, depois da Segunda Guerra Mundial, quando muitas famílias enfrentavam dificuldades. Passei o primeiro ano de vida em Porto Alegre e, mais tarde, fui morar em Curitiba, onde estudei e cursei Medicina.

Quando surgiu o interesse pela política?
Ainda na faculdade. Fui um dos quatro coordenadores da comissão de formatura e isso já despertou um espírito de liderança. Depois, quando entrei na política, esse caminho acabou se consolidando.

O senhor costuma dizer que tinha uma gestão “cirúrgica”. O que quer dizer com isso?
Eu sou médico, cirurgião. O cirurgião corta, costura e quer ver resultado. Esse espírito de ousar, fazer e ver o resultado sempre esteve comigo. Eu fui duas vezes deputado estadual e uma vez federal, mas me identifiquei mesmo com o Executivo.

Como o senhor compara sua gestão com a atual administração de Campo Grande?
Não entro no mérito de crítica pessoal, mas de comparação. Na nossa gestão montamos uma equipe técnica forte. Muitos secretários não eram conhecidos politicamente antes, mas tinham capacidade técnica. O resultado político veio do bom trabalho.

Que conselho daria a gestores públicos hoje?
Quem pretende ser prefeito, governador ou presidente deve montar uma equipe técnica. Não contratar apenas aliados ou cabos eleitorais. É o trabalho técnico que traz resultado político.

O senhor acredita que isso falta na gestão atual?
Não duvido que a prefeita tenha boas intenções, mas vejo uma equipe fraca, com poucos secretários que se destacam. Também falta planejamento de longo prazo. Na nossa época fazíamos reuniões mensais com técnicos e órgãos de planejamento para discutir o que a cidade precisava.

Esse planejamento teve impacto na cidade?
Sim. Nós planejamos Campo Grande para o ano de 2020. Muitas obras e decisões tomadas naquela época ainda têm efeito hoje.

O senhor pretende escrever outros livros?
Sim. Este primeiro livro é mais leve. Os próximos terão mais bastidores da política.

Sobre o que serão as próximas obras?

“Esse primeiro livro é algo com açúcar. O segundo vai ter um pouco mais de pimenta, e não vai ser só pimenta suave. Vai ter umas malaguetinhas”, disse o ex-governador.
O segundo livro será sobre os bastidores da política sul-mato-grossense no Legislativo, período em que fui deputado estadual e federal. O terceiro tratará do Executivo, quando fui prefeito de Campo Grande e governador do Estado.

Quando esses livros devem ser lançados?
Este primeiro levou cerca de dois a três anos para ser concluído. A ideia é publicar os próximos gradualmente, talvez um por ano.

O lançamento da autobiografia de André Puccinelli acontece no dia 26 de março, às 19h, na Câmara Municipal de Campo Grande. 📚

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