Uma briga entre uma moradora e a síndica de um condomínio no bairro Jardim Monte Alegre, em Campo Grande, terminou em agressão física e caso de polícia. A moradora alega que foi atacada após questionar a gestão do residencial, enquanto a síndica sustenta que a discussão começou por mensagens em grupos de WhatsApp e supostas ameaças contra animais. O episódio resultou em ferimentos em ambas as partes e danos materiais.
A moradora relata que o conflito teve origem em questionamentos sobre o pagamento de jardineiros e a poda de árvores frutíferas no local. Segundo ela, ao tentar colher frutas na área comum com a filha de seis anos, foi abordada pela síndica de forma agressiva e intimidatória. Ao tentar gravar a cena com o celular, a moradora afirma que teve o aparelho tomado e arremessado ao chão pela gestora, que teria iniciado as agressões físicas. A vítima afirma ter sofrido uma fratura e hematomas no rosto, negando que tenha ameaçado qualquer animal do condomínio recentemente.
Por outro lado, a síndica apresentou uma versão diferente à Polícia Militar. Ela afirmou que procurou a moradora para conversar sobre as críticas feitas no grupo de mensagens e para confrontá-la sobre supostas ameaças contra cães do residencial. No boletim de ocorrência, a gestora admitiu ter jogado o celular da condômina ao solo para impedir a gravação, mas alegou que houve vias de fato e lesões recíprocas durante o desentendimento. A perícia policial constatou escoriações no rosto, pescoço e braços da síndica, além dos hematomas na moradora.
O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Cepol como lesão corporal recíproca, vias de fato e dano. A moradora reclama ainda da falta de assembleias formais desde que a nova gestão assumiu o cargo em agosto e acredita que as cobranças administrativas motivaram a hostilidade. As autoridades agora investigam as circunstâncias do conflito e as provas apresentadas por ambas as envolvidas para determinar as responsabilidades legais.