Corumbá, MS – 18 de junho de 2024 – Respirar em Corumbá está sendo difícil, pois a cidade conhecida como ‘cidade branca’, está cinza devido a fumaça. O município lidera o número de focos de incêndio no Brasil nas últimas 24 horas. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a cidade contabiliza 71 focos, representando 21,1% do total nacional.
Corumbá é seguida por Fernando Falcão e Mirador, ambos no Maranhão, com 18 focos cada. Porto Murtinho, também na região pantaneira, aparece com 10 focos, enquanto Aquidauana registra 6 focos. No panorama estadual, Mato Grosso do Sul ocupa a quarta posição com 96 focos de incêndio, atrás de Tocantins (170), Mato Grosso (123) e Maranhão (109).
A maioria dos incêndios em Mato Grosso do Sul está concentrada em Corumbá, onde a situação é tão grave que imagens de satélite do Zoom Earth mostram uma camada de fumaça cobrindo a região pantaneira. Estes incêndios já devastaram 240 mil hectares em 2024, contribuindo para uma nuvem de fumaça que se estende sobre a área.
Condições Climáticas Agravam Situação
O Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) destaca que as imagens de satélite revelam uma fina camada de fumaça originada dos incêndios próximos a Corumbá. Apesar da nebulosidade nas regiões sudoeste e sudeste do Estado, não há previsão de chuva. Mato Grosso do Sul continua em alerta devido à baixa umidade relativa do ar, o que favorece a ocorrência de queimadas e representa um risco à saúde pública. As temperaturas podem atingir 36°C, exacerbadas pela secura do ar, que varia entre 15% e 35%.
Grande parte do Estado está há mais de 20 dias sem chuvas significativas, com o último registro em Campo Grande datando de 24 de maio. Os ventos provenientes do nordeste agravam a sensação de calor. O Pantanal, que já perdeu mais de 240 mil hectares para o fogo neste ano, enfrenta uma devastação que pode superar a de 2020 – um dos anos mais críticos para o bioma.
Devastação e Alerta
O mapeamento realizado pela organização Ecoa, utilizando imagens de satélite, serve como um alerta para a crescente devastação causada pelos incêndios. A situação em Corumbá e na região pantaneira sublinha a necessidade urgente de medidas eficazes de prevenção e combate aos incêndios florestais.
A comunidade local e as autoridades continuam a enfrentar desafios imensos para conter as chamas e minimizar os danos ao meio ambiente e à saúde da população. A combinação de altas temperaturas, baixa umidade e ventos intensos cria um cenário propício para a continuidade dos incêndios, exigindo uma resposta coordenada e eficaz para evitar uma tragédia ainda maior.