A picanha, corte nobre do churrasco brasileiro e desejo de muitos, tornou-se um item de luxo nas mesas campo-grandenses. Em poucos meses, o preço da carne mais que dobrou, chegando a R$ 115,98 o quilo. A alta de 105,41% em relação a setembro do ano passado transformou o que antes era um prazer acessível em um item para poucas carteiras.
A disparada dos preços tem levado os consumidores a buscarem alternativas mais baratas, impactando diretamente o hábito de fazer churrasco, um dos mais tradicionais da cultura brasileira.
Mas a picanha não está sozinha nessa jornada: outros cortes também registraram altas expressivas, impactando diretamente o bolso do consumidor campo-grandense.
O coxão mole, por exemplo, viu seu preço saltar de R$ 30,64 para R$ 46,56 no último ano, um aumento de 51,99%. Essa disparada nos preços é confirmada pelos dados do IPCA, que indicam uma inflação de 8,71% em Campo Grande em outubro, superior à média nacional.
O IPCA revela ainda que outros cortes bovinos também acompanharam a tendência de alta. A ponta de peito teve um aumento de 14,35%, seguida por costela (13,25%), patinho (9,46%), alcatra (8,95%), músculo (8,48%) e capa de filé (7,48%). No geral, a carne vermelha de primeira subiu 9,48% até outubro deste ano.
A combinação de fatores como a alta do preço da arroba do boi, a menor oferta de animais para abate e a demanda crescente por carne bovina no mercado internacional contribuíram para essa escalada de preços. Além disso, a inflação geral, que pressiona os custos de produção e distribuição, também exerce influência sobre os preços dos alimentos.
A alta nos preços da carne bovina está levando os consumidores a buscarem alternativas mais baratas, como cortes menos nobres ou carnes de outros animais. Essa mudança nos hábitos alimentares pode ter um impacto significativo na saúde e na economia local.