Caso do padre Alexandro: três adolescentes ajudaram a ocultar vestígios após o crime

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As investigações sobre a morte do padre Alexandro da Silva Lima, de 38 anos, avançaram neste domingo (16) e apontam o envolvimento de três adolescentes no esquema criminoso que resultou no latrocínio ocorrido entre a noite de sexta-feira (14) e a madrugada de sábado (15), em Dourados, a 221 quilômetros de Campo Grande. No total, cinco pessoas já foram detidas.

Segundo o SIG (Setor de Investigações Gerais) da Polícia Civil, além de Leanderson de Oliveira Junior, de 18 anos, e do adolescente de 17 anos, autores diretos do assassinato, outras três pessoas teriam auxiliado após o crime. Entre elas estão João Victor Martins Vieira, de 18 anos, a namorada do adolescente e outra adolescente de 17 anos, companheira de Leanderson.

As investigações indicam que o trio foi chamado depois da morte do padre para limpar a casa da vítima e recolher objetos, com o objetivo de eliminar vestígios e dificultar o trabalho policial. Diversos itens pessoais foram levados, incluindo joias, dinheiro e outros objetos de valor.

O corpo do padre Alexandro foi encontrado no início da tarde de sábado (15), enrolado em um tapete próximo a uma mata próxima à indústria da BRF, no Distrito Industrial de Dourados. Laudo preliminar da Polícia Científica aponta que ele foi morto com uma facada no pescoço e vários golpes de marreta na cabeça.

Até o momento, dois adultos e três adolescentes foram detidos, mas a Polícia Civil não descarta novas prisões. As equipes seguem em busca de objetos que ainda não foram localizados e apuram a participação de cada envolvido na dinâmica do crime.

O delegado Lucas Veppo deve se pronunciar oficialmente sobre o caso nesta segunda-feira (17).

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