Candidato paga R$ 70 mil para fraudar concurso da Polícia Civil em MS e acaba preso

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O concurso da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul registrou um caso grave de fraude após a identificação de um candidato que pagou R$ 70 mil para que outra pessoa realizasse a prova objetiva em seu lugar. O envolvido, Afitônio Angelo de Lima Junior, foi descoberto e formalmente excluído do certame. A manobra foi detectada durante a fase de investigação social e acompanhada pela Secretaria de Estado de Administração.

A farsa foi confirmada por meio de perícia técnica que comparou as impressões digitais colhidas no gabarito da primeira fase com a biometria do candidato coletada nas etapas seguintes. Diante das divergências, o homem confessou o crime e assinou um termo de desistência. Além da exclusão administrativa, ele responderá criminalmente por fraude em certame de interesse público, conforme estabelece o Código Penal.

Em nota oficial, a Polícia Civil ressaltou que o monitoramento dos candidatos é constante e rigoroso até a fase final do concurso, visando garantir a integridade da instituição e a entrada de novos agentes com conduta ilibada. Até agora, a identidade da pessoa que realizou a prova no lugar do investigado não foi revelada, e o inquérito policial segue em fase de conclusão.

O episódio de fraude soma-se a uma série de polêmicas que cercam este concurso. Recentemente, a aplicação do Teste de Aptidão Física, o TAF, gerou uma onda de denúncias e processos judiciais. Candidatos relataram que a prova de corrida foi realizada em um estacionamento improvisado devido à chuva, o que forçou curvas bruscas e prejudicou o desempenho técnico. Outras queixas incluem falhas nos chips de cronometragem, falta de padronização nas provas de força e prejuízos na largada organizada em fila indiana.

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