Bônus e vale combustível inflacionam salário da secretária de Campo Grande

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A secretária Márcia Helena Hokama, atual titular da Secretaria Municipal de Fazenda de Campo Grande, recebe um salário que se destaca pela inclusão de bônus e benefícios não transparentes no Portal da Transparência da Prefeitura. De acordo com informações recentes, o bônus de Superação de Metas e o vale-combustível são os principais fatores que aumentam significativamente sua remuneração.

A matemática por trás da remuneração de Márcia Hokama é complexa. Em abril de 2024, ela teve um salário base bruto de R$ 11.619,70, mas após um desconto de R$ 2.958,33, o valor líquido chegou a R$ 27.151,47, um total que não se explica facilmente pela folha de pagamento oficial. A discrepância se deve a um bônus mensal de aproximadamente R$ 14 mil por arrecadação municipal e um vale-combustível de R$ 4.133, valores que não são detalhados de maneira clara no Portal da Transparência.

De acordo com o portal de notícias Campo Grande News, estas informações só foram obtidas através de fontes “off”, uma vez que o Portal não oferece detalhes claros sobre tais benefícios. A consulta a “outros pagamentos” no site da Prefeitura requer que o cidadão conheça detalhes específicos como nome, CPF e matrícula do servidor, contrariando a Lei de Transparência que deve facilitar o controle social sobre os gastos públicos.

Além disso, em agosto de 2023, o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) e a Prefeitura de Campo Grande assinaram um Termo de Ajustamento de Gestão (TAG) após identificar uma diferença de R$ 386.186.294,18 na folha de pagamento do Poder Executivo. O exame mais detalhado revelou várias irregularidades, incluindo divergências nas prestações de contas, falta de transparência na publicidade dos cargos no Portal, descrições vagas ou ausentes para cargos comissionados, além de transformações ilegais de cargos efetivos e um aumento desmedido na contratação temporária, todos fatores que podem ter contribuído para o aumento das despesas com pessoal em 2022.

Este caso levanta sérias questões sobre a transparência e a legalidade dos pagamentos na administração pública de Campo Grande, destacando a necessidade de uma revisão mais rigorosa e transparente das práticas financeiras e administrativas.

O espaço está disponível para a prefeitura de Campo Grande se justificar

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