A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS deve ter seus trabalhos estendidos por mais 120 dias após os novos desdobramentos da Operação Sem Desconto. A Polícia Federal deflagrou uma nova fase da ofensiva na última quinta-feira, resultando nas prisões de Romeu Antunes e Éric Fidelis, filhos de figuras centrais em investigações anteriores sobre fraudes previdenciárias.
O deputado federal sul-mato-grossense Beto Pereira (PSDB), titular da comissão, confirmou que assinou o pedido de prorrogação em conjunto com o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS). Segundo Pereira, o alongamento das atividades é fundamental diante das novas evidências e prisões recentes, que ampliam o escopo das investigações sobre o uso irregular de recursos e benefícios do instituto.
Até esta sexta-feira, a oposição ao governo federal conseguiu reunir o apoio necessário para protocolar o requerimento, contabilizando a assinatura de 175 deputados federais e 29 senadores. Marcel van Hattem destacou a agilidade na coleta dos apoios, que ocorreu em menos de 24 horas, embora tenha ressaltado a ausência de assinaturas de parlamentares do PT nesta etapa do processo.
O requerimento foi protocolado ainda na sexta-feira e aguarda a leitura oficial pelo presidente do Congresso Nacional. Caso a prorrogação seja confirmada, o encerramento da CPMI, inicialmente previsto para 28 de março de 2026, será adiado para julho do mesmo ano. A medida visa garantir que a Polícia Federal e os parlamentares consigam cruzar os dados obtidos nas fases mais recentes da operação com os depoimentos já colhidos pela comissão.