Mato Grosso do Sul registrou três casos confirmados da gripe K, uma variação genética da Influenza A (H3N2), tornando-se o estado com o maior volume de ocorrências dessa variante no Brasil. Entre os infectados está um bebê de cinco meses, residente em Campo Grande. Os outros dois registros envolvem idosos de 73 e 77 anos, moradores de Nioaque e Ponta Porã.
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), os pacientes já estão recuperados e nenhum precisou de hospitalização. Dos três casos, dois não apresentavam doenças pré-existentes, enquanto um possuía histórico de hipertensão e diabetes. No restante do país, apenas o estado do Pará identificou um caso da variante até o momento. As amostras de Mato Grosso do Sul foram analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, seguindo os protocolos de vigilância genômica.
O Ministério da Saúde esclarece que o subclado K não é um vírus novo, mas uma mutação da Influenza A (H3N2). Embora apresente uma circulação mais intensa no hemisfério norte, ainda não existem evidências científicas de que essa variação seja mais agressiva do que as versões anteriores da gripe. O monitoramento é realizado de forma contínua através do acompanhamento de Síndromes Gripais e Respiratórias Agudas Graves (SRAG).
A principal forma de proteção continua sendo a vacina oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que é eficaz contra as formas graves da doença, inclusive as causadas por variantes como a gripe K. Os grupos prioritários da campanha de vacinação são os mais vulneráveis e devem manter o esquema vacinal atualizado.
Os sintomas da gripe K são idênticos aos da influenza comum: febre, dores no corpo, tosse e fadiga. Especialistas recomendam atenção redobrada a sinais de falta de ar ou piora súbita do estado de saúde. Além da imunização, medidas como o uso de máscaras para sintomáticos, higienização frequente das mãos e manutenção de ambientes ventilados são essenciais para conter a disseminação do vírus.