Filiação de Reinaldo ao PL muda de data por julgamento de Bolsonaro
Conforme antecipado pela Coluna Bastidores da Politica, a filiação do ex-governador Reinaldo Azambuja ao Partido Liberal (PL) estava marcada para o dia 12 de setembro, mas foi adiada. O motivo? Coincidência com o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF).
“O Diretório Nacional do Partido Liberal, através do Ofício nº 03/2025, assinado pelo presidente Valdemar Costa Neto, comunica que, em virtude do julgamento do processo do ex-presidente Jair Bolsonaro, remarcou o evento de filiação do ex-governador Reinaldo Azambuja e lideranças para o dia 21 de setembro de 2025”, informou o presidente estadual da sigla, Tenente Portela.
O local e horário ainda não foram definidos. O que se sabe é que Reinaldo assumirá o comando do PL em Mato Grosso do Sul e deve levar consigo 18 prefeitos do PSDB, ampliando a força da legenda para 23 municípios no Estado.
Um olho no peixe, outro no gato
Apesar de certo “afeto” público de setores do PT pela gestão de Eduardo Riedel (PSDB), o clima é de desconfiança. Deputados petistas já avisaram que sabem fazer oposição e não vão aliviar críticas ao governo. Nos bastidores, o recado é claro: gratidão não entra na política e alianças podem virar rivalidades de uma hora para outra.
Analistas dizem que Riedel deve “ficar com um olho no peixe e outro no gato”, para não ser surpreendido por movimentações adversárias. Afinal, projeto de poder não aceita espaço vazio.
Alianças improváveis e pré-candidatos no forno
Enquanto isso, as engrenagens políticas de Mato Grosso do Sul giram a todo vapor. Alianças improváveis já estão sendo costuradas, candidaturas inesperadas começam a tomar forma, e favoritismos tidos como certos podem ser abalados por decisões vindas de fora do Estado.
A disputa pelo fundo partidário também promete ser outro capítulo à parte, com conversas sobre divisão de recursos que podem “bagunçar o coreto” de grupos que já não andam tão unidos como antes.
No ritmo da marchinha
Como ensina a marchinha de 1954, já tem pré-candidato juntando o máximo de saca-rolhas que encontra pela frente. A eleição ainda está longe, mas os bastidores já mostram que o enredo político sul-mato-grossense será de muito samba no pé — e algumas rasteiras no caminho.