Lula deve visitar MS para anunciar R$ 2 bilhões em investimentos
Simone Tebet reforçou sua intenção de disputar o Senado. Ela chegou a convidar o deputado federal Vander Loubet (PT) para ser suplente, gesto que sinaliza maior aproximação com os petistas no Estado.
No mesmo dia, a cúpula nacional do PT apresentou Fábio Trad como novo filiado, além de sugerir que ele avalie a possibilidade de concorrer ao Governo de Mato Grosso do Sul.
Simone não apenas confirmou presença na articulação da frente, como acertou com a bancada do PT a organização de um encontro para alinhar a vinda de Lula ao Estado. A agenda, que deve ser programada para os próximos meses, também incluirá o anúncio de investimentos de cerca de R$ 2 bilhões em obras e programas para MS.
A engrenagem eleitoral começa a girar – e os bastidores indicam que a disputa pelo Senado e pelo Governo promete novas surpresas nos próximos capítulos.
Aliança em xeque: MDB e Republicanos travam planos de Riedel e Reinaldo
A engrenagem política em Mato Grosso do Sul trava em torno da construção de alianças. Riedel e Reinaldo defendem um arranjo mais enxuto, inicialmente costurado com o PP — novo partido de Riedel —, o PL — futuro abrigo de Reinaldo — e mais uma sigla. Mas o plano precisará ser repensado: MDB e Republicanos não aceitam abrir mão de lançar candidatos.
No MDB, o próprio André Puccinelli, presidente de honra, articula sua chapa para deputado estadual. O mesmo ocorre no Republicanos, onde o deputado Antônio Vaz já trabalha pela formação da nominata. Ambos sinalizam que suas legendas vão seguir caminho próprio, independentemente da estratégia de Riedel e Reinaldo.
A ideia de uma federação partidária, vista como saída para abrigar diferentes alas do grupo, também perdeu força. Deputados ligados à aliança não querem ficar restritos a apenas três partidos, como previa o plano de Reinaldo. A conta é simples: seriam 21 parlamentares disputando espaço em três siglas, algo considerado inviável. Alguns, inclusive, já cogitam permanecer no PSDB, legenda que não pode ser ignorada porque vereadores não têm janela de troca até 2028 e desejam concorrer no próximo pleito.
Diante das resistências, PSD deve entrar no tabuleiro da coligação, mas com papel secundário: servir de reforço no tempo de TV e no financiamento, sem indicar candidatos às cadeiras estaduais ou federais.
O xadrez segue aberto — e a disputa por espaço interno promete tanto quanto a batalha nas urnas.