Com o adeus do governador Eduardo Riedel e do ex-governador Reinaldo Azambuja ao ninho tucano, dois partidos passam a ganhar musculatura em Mato Grosso do Sul: o PL e o Progressistas. Azambuja já tem destino certo: comandará a sigla liberal a partir de setembro, deixando tudo alinhado nos mínimos detalhes — de quem vai acompanhá-lo, passando pelos prefeitos que seguirão junto, até as primeiras conversas sobre alianças para 2026.
Riedel, por sua vez, desembarca no Progressistas com a casa arrumada e espaço para ser protagonista no novo partido. O movimento fortalece ainda mais a base conservadora do Estado e redesenha o tabuleiro político de olho no futuro.
Enquanto isso, o PSDB, que por anos reinou absoluto no cenário sul-mato-grossense, tenta juntar os cacos. A permanência do trio de deputados federais na legenda, mesmo após a saída dos dois principais líderes, já foi comunicada ao presidente nacional Marconi Perillo, que esteve em Campo Grande na segunda-feira. Mas nos bastidores, o consenso é de que essa união terá vida curta.
O nó está na disputa pelo comando do partido em MS. Hoje, dois nomes se colocam como opções: Dagoberto Nogueira e Geraldo Resende.
Dagoberto, todos lembram, sempre foi pedetista de carteirinha, chegou a comandar o partido no Estado e só migrou para o PSDB em 2022. Já Resende, ex-secretário de Saúde de Azambuja, tem raízes no velho PPS, hoje Cidadania, sucessor do PCB.
Se depender dessa disputa, o tucanato de MS pode virar briga de galinheiro.