A direção da Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande alertou para o risco de colapso no atendimento da rede pública de saúde, caso os médicos contratados sob regime de Pessoa Jurídica (PJ) entrem em paralisação. O motivo é o atraso na folha de pagamento da categoria, que soma R$ 8 milhões.
De acordo com o presidente do hospital, Alir Terra, a maior preocupação é com a possibilidade de adesão dos profissionais da ortopedia ao movimento. “A ortopedia é a maior demanda da Santa Casa”, destacou.
Nesta semana, a direção do hospital solicitou uma reunião de urgência com a prefeitura e o governo estadual para discutir a renovação do convênio do SUS (Sistema Único de Saúde). A prefeita em exercício, Camilla Nascimento (Avante), já se reuniu com os dirigentes e se comprometeu a articular um novo encontro com representantes do Governo do Estado.
A instituição pede a renovação do convênio, com correção do valor para R$ 45,9 milhões mensais, além da recomposição retroativa dos repasses referentes aos últimos dois anos, que não tiveram reajuste. O juiz Cláudio Müller Pareja ainda não analisou o caso.
Na semana passada, a Justiça determinou um prazo de 30 dias para que o hospital, o Estado e o município elaborem e assinem um novo contrato. O pedido para que o valor mensal fosse fixado em R$ 45.946.359,89 foi negado.