Após falhas e atrasos na gestão de Marcelo Iunes, obras de restauração são retomadas em Corumbá

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Casa do Artesão e Mercado Municipal serão restaurados com apoio do Iphan

Depois de quase perder investimentos federais por falhas técnicas e atrasos durante a gestão do ex-prefeito Marcelo Iunes, a Prefeitura de Corumbá finalmente conseguiu retomar dois projetos de restauração considerados essenciais para a preservação do patrimônio histórico da cidade. A Casa do Artesão (Antigo Presídio) e o Antigo Mercado Municipal — marcos da era de prosperidade corumbaense até meados do século passado — voltarão a receber atenção com recursos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e do Ministério da Cultura. O investimento total ultrapassa R$ 10 milhões.

Os dois projetos haviam ficado estagnados por problemas na execução e no cumprimento de etapas técnicas, o que colocou Corumbá sob risco de perder os recursos federais ainda em 2024. A atual administração conseguiu reverter o quadro, corrigir pendências e garantir a liberação dos valores.

O Antigo Mercado Municipal receberá R$ 6,1 milhões para a requalificação completa do prédio e da Praça Uruguai. O objetivo é devolver ao espaço sua vocação original de ponto de convivência, comércio e turismo, algo que se perdeu ao longo dos anos. Projetado em 1962 pelo arquiteto José Sebastião Candia e inaugurado em 1963, o local foi referência comercial por décadas, mas sofreu descaracterização após ser transformado em unidade de saúde nos anos 1990.

“O projeto do nosso Mercadão foi aprovado pelo Iphan, e isso é uma conquista enorme para Corumbá. Esse prédio faz parte da nossa história e agora voltará a ser um motivo de orgulho para todos nós”, destacou o prefeito Gabriel Alves de Oliveira, que assumiu o compromisso de destravar as obras paradas e resgatar o valor simbólico do centro histórico.

Outro bem contemplado é a Casa do Artesão, imóvel do final do século XIX localizado na Rua Dom Aquino Corrêa, que já abrigou o antigo presídio municipal. Com investimento de R$ 4,7 milhões, o projeto prevê restauração estrutural, modernização das instalações e ampliação de espaços para atividades culturais e geração de renda.

Durante a gestão anterior, o prédio chegou a apresentar infiltrações e deterioração em áreas estruturais, reflexo de anos de abandono e falta de manutenção preventiva. Agora, com a retomada do projeto, o local deve voltar a ser um dos principais pontos de valorização da cultura e do artesanato pantaneiro.

As obras fazem parte de um pacote de investimentos do Iphan, que destinou R$ 81 milhões para restauração de monumentos históricos em oito estados. Corumbá foi contemplada com a primeira parcela de R$ 4,7 milhões, já liberada para a Casa do Artesão.

A retomada dos projetos representa não apenas um esforço de recuperação física do patrimônio, mas também uma tentativa de reconstruir a credibilidade administrativa do município, abalada pelos sucessivos atrasos e pela perda de oportunidades na gestão anterior.

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