Adolescente relata sequestro e abuso sexual a caminho da escola em Campo Grande

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Uma adolescente de 15 anos relatou ter sido sequestrada e abusada sexualmente no trajeto para a escola, no Bairro Cophavila II, em Campo Grande. A ocorrência foi registrada na DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e Adolescente) pela mãe da vítima, de 32 anos, e o crime teria ocorrido na última segunda-feira (31), por volta das 12h, na Avenida Marinha.

Em entrevista ao Campo Grande News, a mãe da adolescente explicou que a filha utiliza duas linhas de ônibus para chegar à escola. Ao desembarcar do segundo ônibus, a cerca de uma quadra da instituição de ensino, a menina foi abordada por um veículo Gol de cor preta, ocupado por quatro homens.

Segundo o relato da adolescente à mãe, dois homens que estavam no banco traseiro do carro desceram, a agarraram e a colocaram à força dentro do veículo, posicionando-a entre eles. A vítima afirma não saber o trajeto percorrido pelos sequestradores, mas em determinado momento, os dois homens tentaram despir a adolescente.

Conforme o boletim de ocorrência, em um dado momento o carro reduziu a velocidade, e a adolescente aproveitou a oportunidade para passar por cima do homem que estava sentado à sua direita, conseguir abrir a porta e fugir correndo. Ela relatou ter buscado ajuda em uma escola próxima, onde uma funcionária acionou a Polícia Militar através do número 190.

A mãe da vítima relatou que a adolescente foi levada para a DEPCA, onde, em uma sala com sistema de gravação, prestou seu depoimento sobre o ocorrido. A dona de casa manifestou sua insatisfação com o fato de o diretor da escola ter sido o primeiro a ser contatado. “Eu achando que minha filha estava segura na escola e só depois fiquei sabendo que ela estava na delegacia. Pediram para eu comparecer, e eu achei que ela tinha se metido em alguma briga, mas não, ela tinha sido sequestrada”, lamentou a mãe.

A mãe da adolescente também expressou sua preocupação por não ter recebido informações sobre a continuidade das investigações. “Eu quero saber o que aconteceu. Isso não pode ficar de graça. Aquele dia foi a minha filha, mas amanhã pode ser o filho de outro, pode ser qualquer um”, desabafou. Até o momento, a DEPCA não se manifestou sobre o andamento das investigações e aguarda um retorno sobre o caso.

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