Adolescente de 15 anos morre após se afogar em piscina de clube em Campo Grande; família busca explicações

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O adolescente Endrick Guilherme dos Santos Lopes, de 15 anos, morreu na noite desta quarta-feira (20), na Santa Casa de Campo Grande, após passar três dias internado em estado grave. Ele havia se afogado em uma piscina do Tênis Clube de Campo Grande, localizado na Avenida Dom Antônio Barbosa, bairro José Abrão, no último domingo (17).

De acordo com testemunhas, o jovem estava acompanhado de amigos e de um tio quando se afogou. No desespero, outros banhistas que estavam no local ajudaram a retirá-lo da água. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e o Corpo de Bombeiros foram acionados e realizaram os primeiros socorros, encaminhando-o para a Santa Casa, onde permaneceu internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) até não resistir.

A morte foi confirmada por familiares e amigos por meio das redes sociais. Uma das mensagens destacou: “Venho agradecer a todos que colocaram o nome dele em suas orações. Deus o recolheu, agora ele está descansando nos braços do Pai”.

Clube lamenta acidente e promete reforço em protocolos

Em nota divulgada dois dias após o acidente, o Tênis Clube de Campo Grande afirmou lamentar profundamente o ocorrido e garantiu que prestou apoio imediato no socorro. A diretoria informou ainda que está apurando os fatos, colaborando com as autoridades competentes e que determinou reforço nos protocolos de segurança e revisão nos procedimentos de acesso às áreas de lazer.

Pai contesta versão do clube

Muito abalado, o pai de Endrick, Thiago Jr., afirmou que deseja apenas um esclarecimento do clube sobre o ocorrido. Ele rebateu declarações do presidente da instituição de que o adolescente teria “invadido” o local.

“Ele falou que meu filho invadiu o local, mas ele pagou para entrar. Isso me revolta, porque ele nunca invadiu nada. Era um guri bom, nunca foi desobediente. Só quero olhar nos olhos dele e falar sobre isso”, desabafou.

Segundo o pai, a família não busca indenização financeira.

“Meu filho precisou de socorro e ninguém fez nada. Eu perdi meu filho. Não quero dinheiro, pode ter certeza que ninguém da família quer isso. Quero apenas sentar frente a frente com o homem que disse que meu filho invadiu o clube e falou que ele é um vândalo”, completou.

A reportagem entrou em contato novamente com o clube para um novo posicionamento, mas ainda não obteve resposta. O espaço segue aberto para futuras manifestações.

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