Governador afirmou que eventuais contestações devem seguir os mecanismos legais e disse não ter dados concretos para avaliar suspeitas de fraude
O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), afirmou nesta segunda-feira (26) que respeita o resultado das eleições presidenciais, que reelegeu Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas considera legítimo que o candidato Flávio Bolsonaro apresente questionamentos pelos meios legais.
A declaração foi dada durante uma coletiva de imprensa, após o governador ser perguntado sobre a intenção de Flávio de pedir a anulação do resultado. Riedel defendeu que eventuais contestações sejam conduzidas dentro das instituições democráticas.
“O Brasil é uma democracia muito grande, talvez uma das maiores do mundo. A gente tem um processo eleitoral muito robusto. E é natural que, nessa democracia, candidatos tenham a legitimidade de questionar, de buscar respostas”, declarou.
O governador mencionou a proclamação do resultado pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, e afirmou respeitar as decisões das instituições.
“O presidente do TSE ontem [25], o ministro Nunes Marques, proclamou o resultado da eleição, e eu respeito muito decisões que são dadas pelas nossas instituições. Mas isso não significa que o candidato Flávio não possa questionar e discutir, dentro dos critérios legais do Judiciário, tudo que se passou na eleição”, disse.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de fraude nas urnas, Riedel afirmou não ter elementos concretos para fazer uma avaliação. “É muito difícil fazer uma avaliação sem nenhuma base, nenhum dado concreto”, declarou.
O governador também defendeu uma revisão de procedimentos das instituições brasileiras e criticou o que chamou de “politização do STF”. Segundo ele, os questionamentos devem ser tratados pelos ritos institucionais.
Tentativa de contato com Lula
Durante a coletiva, Riedel comentou que tentou entrar em contato com Lula na manhã desta segunda-feira, mas não tinha o número de telefone do presidente.
“Não tenho o telefone novo dele, por isso não liguei. Ele falou ontem à noite que ia ter celular; o presidente nunca teve celular. A gente não acessa ele diretamente, a gente acessa assessores ou ministros. Agora, é bom que vai ter o telefone. Se ele me der o telefone dele, certamente pode ajudar o contato”, afirmou.