Pantanal registra 124 mil hectares queimados e Bombeiros alertam para risco em 2027

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Nível dos rios próximo das mínimas históricas e previsão de calor acima da média preocupam equipes que atuam na prevenção aos incêndios

O Pantanal sul-mato-grossense registrou 166 eventos de fogo em 2026, com mais de 124,4 mil hectares de área queimada. Embora o Corpo de Bombeiros avalie que a temporada permaneceu dentro dos padrões de normalidade, o baixo nível dos rios e a previsão de temperaturas elevadas acendem o alerta para uma possível antecipação dos incêndios em 2027.

Segundo informações da comunicação da Governadoria, a Operação Pantanal 2026 mantém equipes avançadas, bases de apoio e militares especializados em campo. O trabalho de prevenção e combate ocorre durante todo o ano e também abrange o Cerrado e a Mata Atlântica.

De acordo com o subdiretor da Diretoria de Proteção Ambiental do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS), major Eduardo Teixeira, a distribuição das chuvas ao longo deste ano contribuiu para reduzir as condições favoráveis aos grandes incêndios.

A preocupação para o próximo período, porém, está relacionada à combinação entre o nível dos rios e o comportamento das chuvas.

“Para o próximo ano, a gente já inicia com preocupação maior em relação ao nível dos rios, porque nós estamos muito próximo das mínimas históricas”, afirmou o major.

Segundo ele, dependendo da distribuição das precipitações, a temporada de incêndios poderá começar mais cedo em 2027. O militar também destacou as temperaturas acima da média histórica entre os efeitos associados ao El Niño.

Calor exige atenção mesmo com previsão de chuva

Conforme o material divulgado pela Governadoria, a previsão de perigo de fogo elaborada pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) indica necessidade de manter as ações preventivas entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. A projeção aponta temperaturas acima da média e maior probabilidade de episódios de calor intenso.

Já os dados do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec) indicam tendência de acumulados de chuva acima da média histórica no Estado, acompanhados de calor e risco de ondas de calor.

A coordenadora do Cemtec, meteorologista Valesca Fernandes, explica que os efeitos do El Niño sobre os incêndios não seguem um padrão único. Cada ocorrência do fenômeno apresenta características distintas, que precisam ser avaliadas em conjunto com as condições meteorológicas e o histórico climático.

Para o próximo trimestre, segundo a meteorologista, a projeção de maior frequência e volume de chuvas tende a contribuir para a manutenção da umidade do solo e a reduzir a probabilidade de fogo na maior parte do território.

Apesar dessa perspectiva, as precipitações podem ocorrer de forma irregular, com intervalos de pouca chuva. O forte aquecimento durante o dia também favorece a formação de tempestades severas de curta duração, com chuva intensa, vendavais, raios e possibilidade de granizo.

Com informações da comunicação da Governadoria.

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