Cristina Rosa disputou uma vaga na Câmara de Sidrolândia em 2024 e mantinha contato com presidente de hospital investigado por desvios
A policial civil Cristina Rosa Gomes de Carvalho, presa na quarta-feira (7) na Operação Dirty Pix, é investigada por suspeita de solicitar benefícios particulares ao presidente do Hospital Beneficente Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia, e repassar informações sobre operações policiais.
Segundo informações da investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), divulgadas pelo Midiamax, mensagens de WhatsApp indicariam contato frequente entre a policial e Jacob Breurer, presidente da instituição, também preso na operação.
As conversas foram obtidas em um celular de Jacob apreendido na primeira fase da investigação, que apura suspeitas de desvios de R$ 18 milhões no hospital.
Conforme o relato, Cristina solicitava favores como pagamento de aluguéis, serviços em veículos particulares e fornecimento de combustível. A investigação também aponta que ela avisava sobre ações policiais que seriam realizadas.
Cristina disputou uma vaga na Câmara Municipal de Sidrolândia nas eleições de 2024, mas não foi eleita. Ela recebeu 142 votos.
O Gaeco também investiga a relação de Jacob com um grupo de vereadores que, segundo a apuração, teria favorecido o esquema por meio de decisões políticas.
As suspeitas seguem sob investigação e não representam condenação. O material encaminhado não apresenta manifestações das defesas de Cristina Rosa e Jacob Breurer. O espaço permanece aberto para seus posicionamentos.