Suspeita de maus-tratos seguidos de morte é apurada, mas ainda não há conclusão sobre as circunstâncias do caso
A mãe da bebê de dois meses e 13 dias que morreu nesta terça-feira (6), em Corumbá, foi liberada após prestar depoimento à Polícia Civil. A mulher, de 28 anos, continua investigada sob a suspeita de maus-tratos seguidos de morte.
Ao Diário Corumbaense, o delegado Fillipe Izídio afirmou que existem elementos que exigem aprofundamento da investigação, mas que ainda não são suficientes para justificar uma prisão em flagrante.
“Ela foi liberada, mas a investigação continua com a mesma hipótese inicial”, explicou.
A bebê chegou à UPA do bairro Guatós por volta das 8h20, levada pela mãe, já sem sinais vitais. A equipe médica realizou procedimentos de reanimação, mas não conseguiu reverter o quadro.
Segundo o boletim de ocorrência, os profissionais identificaram sangramento na boca da criança e uma mancha de sangue na parte frontal do moletom, na região do tórax. Um exame de raio-x não apontou lesões corporais aparentes. Esse resultado, isoladamente, não esclarece a causa da morte.
O registro policial também aponta dúvidas sobre o intervalo entre a morte e a chegada da criança à unidade de saúde.
Em relato aos policiais militares, a mãe disse que acordou por volta das 5h para realizar tarefas domésticas, enquanto a filha permanecia dormindo. Segundo ela, por volta das 6h, saiu até a casa de um vizinho e, ao retornar, encontrou a bebê fria e sem responder aos estímulos.
A mulher afirmou que pediu ajuda e levou a filha à UPA.
A Polícia Civil segue apurando as circunstâncias da morte. A suspeita de maus-tratos permanece como hipótese investigativa e não representa uma conclusão sobre a responsabilidade da mãe.