Área queimada no Pantanal cresce 42,2% e ultrapassa 124 mil hectares em 2026

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Bioma concentra 83,3% da extensão atingida pelo fogo em Mato Grosso do Sul, apesar da redução do total estadual

O Pantanal de Mato Grosso do Sul registrou 124.227 hectares atingidos pelo fogo entre 1º de janeiro e 1º de outubro de 2026, um aumento de 42,2% em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados constam no balanço divulgado pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) na sexta-feira (2).

Enquanto as queimadas avançaram no Pantanal, a área atingida nos três biomas do Estado caiu 20,6%, passando de 187.829 hectares em 2025 para 149.047 hectares neste ano. Com isso, o bioma pantaneiro concentrou 83,3% de toda a extensão queimada em Mato Grosso do Sul.

O Informativo nº 6 de monitoramento de incêndios florestais reúne dados analisados pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) e pelo Corpo de Bombeiros Militar.

Cerrado e Mata Atlântica tiveram redução

No Cerrado, a área queimada diminuiu de 84.837 para 21.863 hectares, queda de 74,2%. Na Mata Atlântica, o recuo foi de 81,1%, passando de 15.611 para 2.957 hectares.

No Pantanal, o movimento foi inverso: a extensão atingida subiu de 87.381 para 124.227 hectares. O resultado mostra que a redução estadual não se repetiu no bioma, onde o fogo alcançou uma área maior neste ano.

Também houve aumento nos eventos de fogo identificados pelo monitoramento territorial no Pantanal. Foram 161 registros em 2026, contra 121 no mesmo intervalo de 2025, crescimento de 33,1%.

Menos chamados não significam menor área queimada

Os bombeiros contabilizaram 2.551 atendimentos a incêndios em vegetação no Estado, ante 3.920 no período equivalente do ano passado, redução de 34,9%.

Esse indicador corresponde às ocorrências atendidas pelas equipes e difere do monitoramento da extensão atingida pelo fogo. Assim, a queda no número de chamados não significa, necessariamente, redução da área queimada em cada região.

O balanço reforça a necessidade de atenção às ações de prevenção e combate no Pantanal, que reúne a maior parcela do território atingido pelas queimadas em Mato Grosso do Sul neste ano.

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