Com aprovação recorde, Eduardo Riedel caminha para definir reeleição no primeiro turno em Mato Grosso do Sul

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CAMPO GRANDE, MS – Na reta final da campanha eleitoral, o governador Eduardo Riedel (PP) consolidou uma liderança expressiva e desponta com altas chances de liquidar a fatura e garantir a reeleição para o Governo de Mato Grosso do Sul ainda no primeiro turno, no próximo domingo (4). Para que o pleito seja decidido sem a necessidade de um segundo turno, o candidato líder precisa obter 50% dos votos válidos mais um, meta que as pesquisas mais recentes indicam que ele deve atingir com folga.

Os levantamentos publicados nos últimos dias por diferentes institutos de pesquisa desenham um cenário de amplo favoritismo para o atual chefe do Executivo sul-mato-grossense.

Domínio absoluto nos votos válidos

Na pesquisa divulgada pelo instituto Novo Ibrape, em levantamento estimulado contratado pelo portal Campo Grande News, Riedel aparece com 54,5% das intenções de voto gerais. No entanto, quando são contabilizados apenas os votos válidos — critério oficial utilizado pela Justiça Eleitoral, que desconsidera eleitores indecisos, brancos e nulos —, o governador atinge impressionantes 65,3%.

O segundo colocado na disputa, o ex-deputado Fábio Trad (PT), registra 17,9% dos votos válidos. A distância entre o líder e o principal concorrente da oposição já supera a marca de 47 pontos percentuais.

O cenário de vitória em primeiro turno é respaldado também pelo instituto Quaest, em pesquisa encomendada pela TV Morena. No cenário estimulado, Riedel alcançou 51% das intenções de voto totais. Como esse índice engloba todo o universo de eleitores ouvidos (incluindo aqueles que votariam em branco, nulo ou que se declararam indecisos), a margem convertida em votos válidos é ainda mais elástica, superando com folga a soma de todos os seus adversários combinados.

Fragmentação da oposição e alta aprovação sustentam liderança

Analistas políticos apontam que a arrancada de Riedel nesta reta final é impulsionada por dois fatores principais. O primeiro deles é a aprovação de sua gestão, que atinge a marca de 73%, conferindo à sua candidatura uma forte base de recall administrativo.

O segundo fator é a acentuada pulverização das forças de oposição no estado. Os votos contrários ao atual governo encontram-se fragmentados entre as candidaturas de Fábio Trad (PT), Delcídio do Amaral (PRD) e João Henrique Catan (Novo). Essa divisão impede o crescimento de um nome único capaz de polarizar a disputa e arrastar o pleito para o dia 25 de outubro.

Embora cientistas políticos e coordenadores de campanha repitam o tradicional jargão de que “as pesquisas são o retrato do momento e a decisão cabe às urnas”, os dados matemáticos consolidados indicam que a definição da eleição sul-mato-grossense no primeiro turno é, hoje, o desfecho estatisticamente mais provável.

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