Um homem de 50 anos foi preso em flagrante pela Polícia Militar na manhã desta terça-feira (29), no bairro Jardim Colibri, em Campo Grande, sob a acusação de importunação sexual, resistência e desacato. O suspeito é acusado de assediar uma entregadora de 27 anos e, posteriormente, uma professora de uma escola municipal da região.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado na 1ª Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), o crime ocorreu por volta das 9h40. A vítima relatou que foi até a residência do suspeito para realizar uma entrega, mas ele não estava no imóvel. Após um contato telefônico, ambos se encontraram nas proximidades para a entrega da encomenda.
Após receber o pacote, no momento em que a entregadora se abaixou de costas para manusear o afogador de sua motocicleta, o homem teria passado a mão nas nádegas dela e deslizado pela perna. A mulher gritou e deixou o local imediatamente em busca de ajuda.
Perseguição e nova denúncia
Mesmo após a fuga da vítima, o suspeito continuou a importuná-la, realizando ligações e enviando mensagens e áudios com teor sexual pelo WhatsApp. Em um dos áudios, interceptados pela Polícia Militar, o homem convidava a entregadora para tomar cerveja em um bar próximo à Escola Municipal José Dorilêo de Pina.
Com base nas características físicas descritas pela vítima, os policiais militares localizaram o indivíduo no estabelecimento citado. Durante a abordagem, o homem ficou alterado, desobedeceu às ordens da equipe e precisou ser contido e algemado à força.
Após o suspeito ser colocado na viatura, o diretor da Escola Municipal José Dorilêo de Pina procurou os policiais para relatar que, momentos antes, o mesmo homem havia importunado uma professora da unidade de ensino.
Ameaças à polícia
Durante o deslocamento para a delegacia, o homem proferiu ameaças e tentativas de intimidação contra a guarnição, afirmando que os militares iriam “ver com quem estão mexendo”. Na Deam, a entregadora ainda informou que uma testemunha, que varria a calçada no momento do ocorrido, presenciou a ação e chegou a defendê-la do agressor.
O caso foi oficialmente registrado como importunação sexual, resistência e desacato. O suspeito permanece à disposição da Justiça, e as investigações seguem sob a responsabilidade da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher.