Gerson Claro critica uso da religião na campanha e cobra propostas para os problemas de MS

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Presidente da Assembleia defende debate sobre saúde e desenvolvimento e afirma que a política precisa oferecer respostas além da repercussão nas redes sociais

O deputado estadual Gerson Claro defendeu que a reta final da campanha eleitoral seja concentrada em propostas e nos problemas que afetam a vida da população de Mato Grosso do Sul. Em entrevista à Rádio Difusora, na manhã desta terça-feira (29), o presidente da Assembleia Legislativa criticou o uso de temas religiosos para desviar o debate e cobrou dos candidatos compromissos concretos com o Estado, conforme nota divulgada por sua assessoria.

“Trazer o conteúdo religioso para o debate é desviar o foco daquilo que interessa para a população. Nós temos uma Constituição de 88 que diz que o Estado é laico”, afirmou.

Ao apresentar suas prioridades, Gerson destacou o desenvolvimento econômico e social e reconheceu demandas ainda não atendidas na saúde. Na avaliação do parlamentar, a regionalização trouxe melhorias, mas as filas de exames e cirurgias continuam exigindo respostas do poder público.

“Queremos saber o que cada candidato vai fazer. Eu tenho compromisso com o desenvolvimento econômico e social. A saúde melhorou com a regionalização, mas ainda estamos devendo para a população: há gente na fila de exames e de cirurgias. Meu compromisso como deputado é trabalhar por um orçamento que faça essa entrega”, declarou.

O parlamentar também relacionou a recuperação da confiança na política ao cumprimento da palavra, ao reconhecimento dos problemas e à apresentação de soluções. Para ele, a repercussão nas redes sociais precisa ser acompanhada de resultados na vida das pessoas.

“O político tem que ter palavra, compromisso e saber falar daquilo que interessa à população. Esse debate do faz de conta, da viralização da rede social, resolve o momento, mas não põe comida na mesa do trabalhador brasileiro”, disse.

Durante a entrevista, Gerson reconheceu o papel da comunicação digital, mas defendeu que a presença nos municípios é indispensável para compreender as necessidades de cada comunidade. Segundo ele, o contato com moradores, prefeitos, vereadores, lideranças e entidades ajuda a orientar o trabalho parlamentar.

“Eu vou ao município, visito a Associação comercial, o Sindicato Rural, a OAB, o hospital, as entidades. Qual é a dor daqui? Como é que nós temos que trabalhar? Se você não faz isso, fica distante da população”, afirmou.

Ao resumir sua visão sobre a atuação dos representantes públicos, o deputado destacou a importância da escuta e da proximidade com os eleitores.

“Político não pode ser político de gabinete. Tem que ter cheiro de gente, gostar de gente e ter empatia com a população”, concluiu.

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