Defurv cumpre mandados em três endereços ligados à empresa; peças, uma caminhonete e um Honda Civic foram apreendidos
O proprietário de uma loja de peças para motocicletas foi preso durante uma operação realizada pela Defurv (Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos) nesta terça-feira (22), em Campo Grande. O estabelecimento fica na Avenida Gury Marques, na região da Vila Progresso, e funciona no local há pelo menos 15 anos.
As equipes cumprem mandados em três endereços ligados à empresa. Além da loja, a residência do proprietário também foi alvo das buscas.
Durante as diligências, os policiais localizaram várias peças que, segundo as informações preliminares, seriam provenientes de desmanche. Os investigadores apreenderam ainda uma caminhonete e um automóvel Honda Civic. A procedência dos veículos e dos componentes recolhidos será verificada pela Polícia Civil.
Proprietário foi preso
O dono da empresa recebeu voz de prisão durante a operação. A esposa dele e um funcionário também foram detidos e encaminhados para prestar esclarecimentos. Até o momento, não foi informado se os dois permanecerão presos ou se foram conduzidos apenas para serem ouvidos.
Os nomes dos envolvidos ainda não foram divulgados oficialmente.
As diligências continuavam dentro da loja durante a manhã desta terça-feira. Policiais realizavam a conferência das peças, pesquisavam números de identificação e verificavam possíveis adulterações ou registros de furto e roubo.
Investigação apura origem das peças
A operação busca esclarecer a possível comercialização e o armazenamento de componentes retirados de motocicletas de origem ilícita. O material apreendido deverá passar por perícia e por consultas aos sistemas policiais.
A investigação também deverá apurar há quanto tempo as supostas irregularidades ocorriam, como as peças chegavam ao estabelecimento e se outras pessoas participavam do possível esquema.
A prisão do empresário e a apreensão dos materiais não representam condenação. As responsabilidades de cada envolvido serão definidas no decorrer do inquérito policial, com direito ao contraditório e à ampla defesa.
A Polícia Civil deverá divulgar posteriormente o balanço da operação, com o número total de itens apreendidos, os crimes investigados e a situação dos detidos.