Ação coordenada pela FICCO/MS prende dois investigados e mira grupo suspeito de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro
Uma operação contra o crime organizado cumpriu dois mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira (16), em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Pernambuco.
Batizada de Operação Old School, a ação foi deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso do Sul (FICCO/MS). As ordens judiciais têm como alvo integrantes de um grupo investigado por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o sequestro de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 75 milhões. A medida busca impedir a movimentação e a ocultação de recursos supostamente provenientes das atividades criminosas.
A Polícia Federal esclareceu que o montante representa o limite autorizado para o bloqueio patrimonial. Isso não significa que R$ 75 milhões em dinheiro tenham sido encontrados ou apreendidos durante as diligências.
Os mandados foram cumpridos em endereços localizados nos três estados. Em Mato Grosso do Sul, a operação teve ações em Campo Grande e Bandeirantes.
Cocaína e haxixe foram apreendidos durante investigação
Conforme a Polícia Federal, as investigações já resultaram na apreensão de mais de 250 quilos de cocaína e 60 quilos de haxixe.
O material recolhido, as movimentações financeiras e os vínculos entre os suspeitos teriam ajudado os investigadores a mapear o funcionamento do grupo e identificar pessoas responsáveis pela movimentação e ocultação do dinheiro.
A Operação Old School foi realizada no âmbito da Operação Força Integrada IV, uma ofensiva nacional promovida simultaneamente contra organizações criminosas em diferentes estados.
O objetivo das ações é atingir tanto o braço operacional quanto a estrutura financeira dos grupos investigados. Para os órgãos de segurança, o bloqueio patrimonial é uma das formas de reduzir a capacidade das organizações de financiar novas cargas de drogas, adquirir armas e manter redes de apoio.
Força-tarefa reúne diferentes órgãos
A FICCO/MS é formada pela Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, polícias penais estadual e federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais e Guarda Civil Metropolitana de Campo Grande.
Os nomes dos presos e dos demais investigados não foram divulgados. A Polícia Federal também não informou, até o momento, o valor efetivamente localizado ou bloqueado nas contas e bens dos alvos.
As investigações continuam para identificar outros integrantes, esclarecer a origem dos recursos e determinar a participação de cada suspeito no esquema. Os investigados terão direito ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência.