Em Mato Grosso do Sul o agosto foi vermelho: Adrieli é a 6ª vítima de feminicídio do mês

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Suspeito foi preso pela Deam; feminicídio expõe a distância entre as campanhas de conscientização e a segurança das mulheres

O último dia de agosto chega com mais uma família marcada pela violência contra a mulher em Mato Grosso do Sul. Adrieli Rossoni dos Santos, de 34 anos, foi sepultada neste domingo (30), em Campo Grande, após ser encontrada morta dentro de casa. O companheiro, Aparecido de Souza Doirado, de 46 anos, foi preso como suspeito do crime.

Segundo reportagem do Diário Digital publicada nesta segunda-feira (31), familiares afirmaram que Adrieli já estava separada do suspeito. Ela deixou dois filhos, de três e 11 anos. A morte, investigada como feminicídio, acrescenta uma nova história à triste estatística da violência contra mulheres no Estado.

A prisão foi realizada pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). Conforme o Vox MS, a audiência de custódia estava prevista para esta segunda-feira. Até a consulta às fontes utilizadas nesta reportagem, não havia sido localizado o resultado da audiência.

O caso

Adrieli foi encontrada sem vida pela mãe no sábado (29), em uma residência na Rua Brasil Central, no bairro Santo Antônio, próximo à Avenida Júlio de Castilho. Preocupada com a falta de resposta às mensagens, a mãe foi até o imóvel e encontrou a filha na sala.

A suspeita inicial é de que a morte tenha ocorrido na noite de sexta-feira (28). Segundo declaração da delegada Larissa Serpa reproduzida pelo Vox MS, Adrieli morreu por asfixia. Os exames periciais deverão esclarecer como ela foi provocada e a dinâmica do crime.

Imagens de câmeras de segurança registraram Aparecido deixando a residência acompanhado do filho de três anos. A criança foi posteriormente localizada em segurança, conforme reportagem do SGC.

Do lilás ao vermelho

O crime marca o encerramento do Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher. Em Mato Grosso do Sul, o lilás das campanhas divide espaço com o vermelho do sangue das vítimas.

A morte de Adrieli expõe a urgência de transformar a mobilização em proteção efetiva: acolhimento, identificação de situações de risco e respostas capazes de impedir que a violência termine em assassinato.

Por trás de cada registro de feminicídio há uma mulher cuja vida foi interrompida, filhos privados da convivência com a mãe e familiares obrigados a enfrentar uma perda irreparável. Para essas famílias, a dor não termina com o calendário de agosto.

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